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A IGREJA NO BRASIL PROMOVE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE
A Igreja no Brasil promove a Campanha da Fraternidade durante a Quaresma desde 1964. São 48 anos e três fases. 1ª) 1964 – 1972 tratou da renovação interna da Igreja; 2ª) 1973 – 1984 abordou a realidade social, denunciando o pecado social e promovendo a justiça; 3ª) 1985 – 2012 cuida das situações existenciais do povo brasileiro.
A Campanha de 2012 tem como Tema: "A Fraternidade e a Saúde Pública", e como Lema: "Que a saúde se difunda sobre a terra." (cf. Eclo 38,8).
O Objetivo Geral desta Campanha é: - Refletir sobre a realidade da saúde no Brasil em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção dos enfermos e mobilizar por melhoria no sistema público de saúde (p.12, Texto-Base).
Seus objetivos específicos são seis:
1) Buscar a prática de hábitos de vida saudável;
2) Visar o serviço aos enfermos;
3) Priorizar a pastoral da Saúde: criar onde não há, fortalecer a iniciante e animar onde existe;
4) Difundir dados sobre a saúde, seus desafios e sua relação com os aspectos sócio-culturais;
5) Despertar o debate sobre a saúde pública, pela defesa do SUS e seu justo financiamento;
6) Acompanhar as ações públicas e exigir a aplicação dos recursos públicos na saúde.
O texto base é dividido em três partes – ver, julgar e agir – e uma conclusão.
Iª) Parte da constatação que os temas Saúde e doença no Brasil, hoje, precisam de uma abordagem ampla e propõe o "Guia para a Pastoral da Saúde" do CELAM que diz ser a saúde afirmação da vida, um direito fundamental e dever dos Estados e define saúde como: "um processo harmonioso de bem-estar físico, psíquico, social e espiritual, e não apenas a ausência de doença, processo que capacita o ser humano a cumprir a missão que Deus lhe destinou, de acordo com a etapa e a condição de vida em que se encontre" (cf. Texto-Base, p.15).
O ver mostra estas tabelas e quadros: melhoramento da taxa de mortalidade infantil nos últimos anos, o crescimento da população idosa, percentual de partos cesáreos, dados sobre obesidade, hipertensão arterial que atinge 44.7 milhões de pessoas, estimativas para várias formas de câncer e a evolução da freqüência de consumo abusivo de bebida alcoólico etc. (cf. Texto-Base: ps. 21, 23, 24, 31, 33, 35 e 43).
IIª) O julgar apresenta a doença no AT e NT e destaca Jesus que prega e anuncia a Boa Nova do Reino, curando toda espécie de doença e enfermidade do povo (cf. Mt 4, 23); aponta a parábola do bom samaritano como paradigma de cuidado, mostra o horizonte humano e teológico do sofrimento e os enfermos no seio da Igreja. Enfim, a Unção dos Enfermos, o sacramento da cura.
IIIª) O agir dá "Indicações para a Ação no Mundo da Saúde": a atual Pastoral da Saúde da Igreja e o papel dos agentes da mesma; a dignidade de viver e morrer: eutanásia, distanásia e ortotanásia; cita o Código de Ética Médica de 17.09.09 e o pronunciamento do Santo Padre Bento XVI sobre estes assuntos; propostas de ação da Igreja Católica na área de saúde (Propostas Gerais para SUS).
Conclusão: O conceito de saúde como caridade mudou para saúde como direito; pena que esse direito vem se transformando em negócio, num mercado sem coração; é necessário aprofundar e colocar em prática a chamada bioética dos 4 Ps:
Promoção da saúde;
Prevenção de doenças;
Proteção das vulneráveis presas fáceis de manipulação e Precaução frente ao desenvolvimento biotecnológico.
Três anexos concluem o Texto:
1) O relevante trecho da Constituição Federal: a saúde como direito de todos e dever do Estado;
2) O Serviço de preparação e animação da Campanha da Fraternidade; 3) O Gesto Concreto de fraternidade, partilha e solidariedade feito em âmbito nacional.
Fonte: diocesedecaceres.com.br


