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OPINIÃO – Anãos da política, gestores não elegeram nenhum deputado oriundo de onze cidades do Vale do Jauru
Somente em 2021 os gestores das cidades, onde nenhum deputado foi eleito ou reeleito, receberam para trabalhar m 2021 R$935.357.034,23 (Novecentos e trinta e cinco milhões trezentos e cinquenta e sete mil, trinta e quatro reais e vinte e três centavos. Sem credibilidade política, o resultado da eleição, foi a renovação do mandato de muitos que já estavam nos cargos como deputados.
por Sebastião Amorim – Representantes de candidaturas nascidas em cidades fora do Vale do Jauru saíram à caça ao voto, em onze cidades da região, derrotando lideranças políticas anãs e candidaturas locais, Sagrando-se vitoriosas nas urnas, vão ocupar cadeiras no Legislativo estadual e federal, a partir de janeiro 2023.
PERGUNTA CONSTRANGEDORA
Eleitor, pergunte ao seu prefeito e aos vereadores, porque a liderança deles não conseguiu eleger nenhum deputado estadual ou federal de onze cidades do Vale do Jauru, em 2022? Onde falharam?
Tais perguntas devem martelar nas cabeças dos políticos da região, no Legislativo e no Executivo, repercutindo nas onze cidades a seguir: Cáceres, Pontes e Lacerda, Mirassol D’Oeste, S.J. Quatro Marcos, Araputanga, Porto Esperidião, Jauru, Figueirópolis D’Oeste, Glória D’Oeste, Indiavaí e, Reserva do Cabaçal.
NENHUM DA REGIÃO ELEITO
Vários são os motivos que precisarão encontrar respostas racionais como justificativas, quando a população compreender que foi ludibriada por políticos sem aptidão natural para liderar.
Talvez aqueles que na região pediram votos para se reeleger, não tenham conseguido de fato, dar respostas esperadas pela população e, quem sabe, por isso tenham sido reprovados; vejamos:
1 - Em pleitos passados, eleitores da região já haviam hipotecado apoio, elegendo para a Assembleia Legislativa, deputados oriundos das cidades de Cáceres, Mirassol D’Oeste, Araputanga, Pontes e Lacerda Reserva do Cabaçal e, São José dos Quatro Marcos.
Moradores da região sabem que fomos mais longe, quando elegemos inclusive deputados federais cujas bases eleitorais foram Reserva do Cabaçal e, Cáceres.
Porém, também em passado recente, imagens do jornalismo que circularam nas Redes Sociais, fizeram eleitores e a população em geral saber, como se comportaram os deputados eleitos na região;
2 – Superado o problema descrito no item número um, os nomes que se colocaram à disposição em 2922, na tentativa de se fazer representante na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, não obteve adesão popular necessária, que se materializasse em votos, para chegar aos cargos disputados, ainda que por legenda;
3 - A expertise de velhas raposas da política estadual, encontra meios para neutralizar várias lideranças locais, que terminam por concorrer entre si no mesmo território.
Na luta pela eleição, os candidatos da região jogaram o jogo político de forma desigual; em sua luta obtiveram fatias da votação, porém, sem ameaçar a maioria dos experts, que já transitam nos Legislativos e, ao mesmo tempo concorreram pela reeleição, obtendo como vantagem, a conversão daquela minoria de votos da região, que na totalização contaram a seu favor, por obterem mais votos no todo do estado;
4 – Iludido, o eleitor aderiu às candidaturas defendidas por prefeitos e vereadores; estes montaram suas equipes de cabos eleitorais remuneradas, que são a ponta de lança para distribuir santinhos e falar o nome do candidato que, quase nunca se fez presente;
5 – Da mesma forma que o eleitor não vê os candidatos, também não vê a cor do dinheiro que circula na política.
Todos sabem e não há como negar: muito recurso financeiro foi injetado nas campanhas, festas receberam patrocínios vultosos e terminaram por serem praticamente apropriadas (e nenhuma autoridade nada falou), ao terem portarias livres, condição para lideranças políticas locais anãs que não conseguiriam implacar candidaturas da região, divulgar nomes dos políticos experts, que geralmente já estavam nos cargos.
Parece se tratar de luta em dois níveis onde o eleitor não percebe a desigualdade e, ao mesmo tempo, os políticos sem liderança, que devem ser excluídos dos cargos em eleições próximas, se veem envolvidos, sem conseguir se opor.
Aparentemente o passo a passo ocorreu de forma controlada, para que o povo não percebesse, de fato o que estava ocorrendo e, ao final, o resultado da eleição, foi a renovação do mandato de muitos que já estavam nos cargos.
Por fim, aos que concorreram, restou a frustração e, em alguns casos, prejuízos financeiros. Ao eleitor da região resta o desânimo de não se ver representado nos próximos quatro anos.
OCUPAM OS CARGOS MAS NÃO TÊM LIDERANÇA
É inevitável concluir que tudo é resultado de política. Se no nível local, escolhemos políticos fracos e sem liderança para nos representar, restará na sequência a aridez e o deserto de boas políticas para desenvolvimento da região; é assim, pelas escolhas ruins que a região vai definhando.
ABANDONO, QUESTÃO DE TEMPO
Fazendo as contas, constatamos que os gestores dos municípios já elencados receberam, somente no ano 2021 R$935.357.034,23 (Novecentos e trinta e cinco milhõe, trezentos e cinquenta e sete mil, trinta e quatro reais e vinte e três centavos) para trabalhar em favor da população visando a melhoria de vida nos municípios.
Com toda essa verba (quase um bilhão de reais), parece que faltou habilidade, pois, não conseguiram adesão do eleitorado para “colocar” na Assembleia Legislativa, nenhum candidatura com origem nas suas cidades.
Sim há quem cante vitória por ter eleito seu representante fora da região. Vamos esperar esses da “vitória de Pirro” e lhes reservar uma vaga de assento, no mesmo círculo daqueles que já lamentam o esquecimento em que a região está mergulhada. O relógio não para, é apenas questão de tempo. Tic tac tic tac tic tac.


