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A expressão que impõe “dominação” sobre todos os povos

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O Estado é laico, não o é Fascista, Nazista, nem Comunista, mas o povo brasileiro é religioso e, aos católicos, não se pode exigir que recebam a Cristo, no Pão e no Vinho, por delivery.

Opinião - por Sebastião Amorim – Como todos sabemos, passado o período de carnaval do ano 2020 uma nova expressão “invasora” tomou conta do lugar de fala de praticamente  todos os sujeitos falantes no mundo; trata-se da expressão nomeada como Covid-19 vírus que assumiu amplitude pandêmica responsável pela imposição de novos comportamentos, que praticamente anularam a forma de pensar e, portanto da forma de viver das pessoas, em particular, no mundo Ocidental.  

No Brasil, as UTIs dos hospitais estão cheias de doentes, que lutam por suas vidas, para não serem encaminhadas em definitivo, para o campo santo; contra o temido Covid-19 mesmo as vacinas podem não ser eficazes. Por enquanto, para parte dos infectados a sentença é de morte, pois, não há cura.

NOVILÍNGUA

Se ao escrever a Novilíngua, idioma fictício criado pelo governo hiperautoritário, na obra literária 1984, de George Orwel, a finalidade era o controle enquanto domínio sobre a população, seria bem apropriado se tal expressão ameaçadora e por vezes condenatória, pudesse constar daquele  idioma fictício, imaginado por Orwel.

Voltando para a realidade, criadas as condições, o termo que deveria estar no plano da ficção, de alguma forma, se materializou;  em nosso tempo, a expressão assumiu significado quase macabro, no entendimento popular e, parece que está expressamente proibido aos falantes, se expressarem fora da nova significação, para se referir à doença; nas cidades, no campo e nas redes virtuais,  a “patrulha verbal” está instituída, tornando quase proibido dizer o nome do país em cujo local supostamente originou a doença.

TEMPOS ESTRANHOS

Quando surgiram relatos da gravidade da doença em Wuham, é bem possível que os brasileiros tenham dedicado pouca ou nenhuma importância à contagiosa enfermidade mortal; enfim, parecia que esse mal condenava pessoas à morte, apenas naquele país continental, do outro lado do oceano, cuja distância, na maioria das vezes, nossa mente sequer alcança.

Vivemos sob a égide de aldeia global, onde distâncias físicas são facilmente superadas; então o vírus alcançou nosso território encontrando no comportamento da população, espaço favorável de contágio, estabelecendo morada e terror ao povo de terras tupiniquins.

Logo que se instalou, nas primeiras vítimas, a expressão vinda da novilíngua ganhou lugar de fala e, por repetição, incorporou à linguagem, dominando a todos: governo, governantes e governados.

Lá se vão cerca de um milênio e meio que alguém observou que o perigo não é o barulho que os maus fazem e sim, a permanência do silêncio dos bons; talvez a esmagadora maioria dos brasileiros, sem o saber, estejam inscritos em tal afirmação, pois, um pequeno grupo de poderosos, legitimou que certos governantes, passassem a determinar, em tempos de pandemia, como a população passaria a viver: surgiram os decretos comportamentais, que levam milhões à reclusão residencial.

Sim, como já dissemos contra a Covid-19, por enquanto, não há cura, há decretos e decisões em várias esferas, submetendo o comportamento dos brasileiros; o indivíduo que não obedecer pode ser preso e nestes tempos estranhos, quem estava preso pode a qualquer momento ser solto, com o argumento de não se contagiar pelo vírus da nova peste.

MASCARADOS

Se em nossos dias o impositivo modo de viver tornou-se estranho, movimentar-se dentro de tal cenário exige comportamento similar (estranho); a título de lembrança, o uso de máscaras até fevereiro de 2020 era comum a bandidos em ação violenta, agora é a mais nova ‘moda’.

Para além do uso de máscaras, o álcool em gel é obrigatório e a difundida ideia do fique em casa é quase um mantra, repetido nas mídias e por aqueles que veem no ato, quase uma regra científica (ainda que não haja pesquisa científica que o confirme), para impedir o avanço do vírus.

FIM DA LIBERDADE

Está sendo bem difícil para quem não sabia os limites que a vida poderia exigir; agora todos estamos vigiados, temos horário e regras a cumprir; até a liberdade de ir e vir estar afetada. Nos primeiros meses da peste, os decretos impediram as celebrações de Páscoa, mais adiante, no mesmo ano, as celebrações do natal ficaram prejudicadas, já em 2021 as celebrações religiosas de Páscoa se tornaram acessíveis para alguns. O que se discute e se decide pelos supremos é se você pode ou não cultuar Deus em quaisquer templos religiosos.

Ao opinar podemos compreender que sim, o Estado é laico, não o é Fascista, Nazista, nem Comunista, mas o povo brasileiro é religioso e, aos católicos, não se pode exigir que recebam a Cristo, no Pão e no Vinho, por delivery; vida Cristã é essencialmente vida em Comunidade e,  como tal, a Comunidade se reúne no encontro do templo, onde juntos nenhuma pandemia ou perseguição histórica, os impedirá de louvar ao Senhor.

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