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ARAPUTANGA: Vereador pode ter rasgado convite ignorando reunião com o povo

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Depois do intenso período de chuvas precipitado em 2013 sobre o município de Araputanga, a Administração pública municipal mandou passar a motoniveladora sobre um trecho de cerca de duzentos metros na Avenida Marechal Rondon próximo ao Recinto Jaime Campos em Araputanga.

A decisão de refazer o asfalto já não era sem tempo, a final, as centenas de buracos criados pelo trânsito era motivo de constante reclamação por parte dos moradores e usuários de tal trecho da avenida e está passando o período em que a culpa das mazelas da cidade recaia apenas em administrações anteriores.

Preocupada em mostrar serviço, depois de sete meses no poder, o Executivo municipal adquiriu, com recursos próprios, 17.400 litros de emulsão asfáltica, no segundo decênio de junho e, no dia 20 as máquinas já trabalhavam na Avenida, próximo ao Recinto.

Com a movimentação para construir a obra, houve, inclusive quem se manifestasse favoravelmente através do Facebook  demonstrando grande esperança na anunciada mudança de paradigma. Contudo, a máquina pública quase sempre emperra e foi justamente o que aconteceu. Aos olhos dos moradores o trabalho que começou bem, logo se tornou “fôlego de cavalo paraguaio” e as esperanças transformaram em frustração.

Moradores do trecho onde atuaram as máquinas foram os principais atingidos. Eles reclamam da insegurança, pois, seus veículos passam a noite estacionados na rua e, entre os que podem estar na oposição ao governo municipal, houve quem incentivasse ao grupo de pessoas, que estão temporariamente com dificuldade para chegar em suas casas, fizessem movimento de protesto contra o governo municipal.

A opção foi racional: convidar moradores, prefeito, vereadores e secretaria de obras para uma conversa. Esse ato ocorreu a partir das 20 horas de ontem (09), quando vinte moradores compareceram ao local marcado, em uma das residências do trecho onde a obra iniciou e por alguns dias permaneceu praticamente paralisada.

O convite para participar da reunião foi feito a todos os legisladores, porém, só compareceram os vereadores Shiguemitu Sato, Milton R. Paiva, Pedro J. Souza e Ronaldo J. Santos. Por parte do Executivo compareceu o Secretário de Obras Willy a. Alvarenga.

A conversa entre moradores, vereadores e secretário de obras transcorreu tranquilamente. O secretário Willy  Alvarenga pediu desculpas para falar uma verdade que poucos têm coragem para dizer: “Vocês me desculpem, mas parece que há moradores que guardam lixo no fundo do quintal, porque a Prefeitura passa recolhendo os entulhos, galhos de árvores, entre outros e minutos depois, quando tudo está limpo, tem aqueles que fazem questão de sujar tudo de novo. Talvez a afirmação do Secretário devesse ser colocada em uma placa bem grande para conscientizar alguns cidadãos que adotam procedimento que atrapalha totalmente o trabalho de limpeza promovido pela Secretaria e, como ninguém gosta de lixo, atrapalha, também, a vida em sociedade.

Paralelamente ao assunto “Asfaltamento da Avenida”, como a palavra estava aberta, quase no fim da reunião surgiu um assunto que se tornou a principal insatisfação, justamente contra um dos ilustres convidados.

Os organizadores que distribuíram os convites se manifestavam verbalmente às autoridades presentes para censurar o comportamento de um vereador, que, ao receber o convite, na Câmara Municipal para comparecer à reunião, teria tentado dissuadir os organizadores dizendo que não tinha necessidade de tal ação. O caldo entornou de verdade, quando foi dito que esse mesmo vereador fez pouco caso do sofrimento e da angústia dos moradores que estão “isolados” pela obra quase paralisada ao rasgar o convite.

A atitude do vereador, que não teve o nome revelado colocou seus pares que compareceram à reunião em situação de constrangimento, pois, o próprio fundador da cidade, vereador Sato se viu obrigado a mostrar o convite que portava no bolso, numa atitude de consideração e respeito pelo interesse da organização e da pauta da reunião. Sato classificou o pouco caso do colega-vereador, como uma palhaçada.

Outro vereador, Pedro Jerônimo, o Pedro Bigode, também condenou com veemência o ato de rasgar o convite e, enfatizou: “Político tem que saber ser político, declarando ainda, sem citar nome, que o colega ainda é um menino de primeiro mandato, que vai aprendendo com o mundo e, que respeitar as famílias vem de berço”.

O grande medo dos moradores é que ocorra a 15ª Expoara sem que a obra de asfaltamento da avenida seja concluída e, em seguida, fique abandonada. A reunião encerrou às 21h22min com a firme promessa das autoridades que a reconstrução do asfalto  será retomada.

Durante o dia de hoje (10), em conversa com um legislador araputanguense ele chegou a citar o nome do colega que não compareceu e rasgou o convite, porém, como não conseguimos confirmar a notícia com o vereador acusado, omitimos seu nome. A organização da reunião preferiu não revelar, para a imprensa, o nome do vereador que ignorou o assunto e teve o ato de rasgar o convite. Lógico que o vereador em questão não compareceu para discutir o assunto e ouvir o clamor dos moradores e, da população.