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Em protesto Wikipédia em Inglês fica fora do Ar contra lei antipirataria nos EUA
A versão em inglês da Wikipédia, enciclopédia colaborativa on-line, saiu do ar às 3h da madrugada, de hoje, em protesto contra
lei antipirataria que está em discussão no Senado norte-americano.
Um comunicado na página principal da enciclopédia eletrônica declara que foram gastos milhões de horas, construindo a maior enciclopédia da história humana. Agora, o Congresso dos EUA está considerando uma legislação que poderia prejudicar a internet livre e aberta.
A Wikipédia ficará fora do ar por 24 horas, para aumentar a conscientização, enfatiza o documento exposto no portal da empresa, no seu site em língua Inglesa.
Jimmy Wales, um dos fundadores da enciclopédia, disse na segunda-feira (16) que a medida deve afetar até 25 milhões de pessoas em todo o mundo, já que esse é o número de visitantes que o site recebe todos os dias.
Em sua versão, em inglês, o Google, publicou a seguinte mensagem: 'Diga ao Congresso que não censure a internet'.
A Fox News, Google, Facebook e Amazon também poderão interromper seus serviços de maneira coordenada para participar do protesto, mas até o momento, os sites continuam no ar.
O site Reddit, compartilhador de conteúdo na internet, exibe um cronômetro indicando o horário em que também ficará fora do ar. A expectativa é de que isso ocorra às 11h no horário de Brasília.
A versão em português da Wikipédia não ficou fora do ar, mas estampou na página inicial um comunicado criticando a lei antipirataria em discussão nos EUA.
"A Wikipédia precisa da internet para continuar livre. Os projetos de lei SOPA e PIPA ameaçam as wikipédias em todos os idiomas".
Chamada de SOPA, da sigla pare com a pirataria on-line, a lei tem reforço de representantes da indústria de cinema e de música do país que querem evitar a perda de vendas de seus produtos distribuídos gratuitamente na web.
O projeto responsabiliza os sites pelo conteúdo publicado ou distribuído ilegalmente pelos usuários, sugerindo que as empresas encontrem meios para impedir a pirataria. As penas incluem fechamento do site e até cinco anos de prisão.
Disney, Universal, Paramount e Warner Bros., grandes estúdios de Hollywood, apóiam a lei.
Na outra ponta, o Google, Amazon, Facebook, eBay, Twitter, PayPal, Zynga, Mozilla, entre outras, são contra.
