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Inquérito Civil acontece a pedido de Stellamaris e Maria do Dito sobre a obra na MT-248

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Quando o povo exerce a cidadania os políticos são obrigados a prestar contas e mostrar serviço de qualidade.

A ex-vereadora Maria Sancha Otenio e a vereadora Stellamaris assinaram, no dia 31 de dezembro/13, ofícios 01/2013 e 376/2013  que, no dia 03/01/14 resultaram nos protocolos 627 e 628 junto ao Ministério Público em Araputanga.

Ambos os documentos solicitavam ao douto Promotor de Justiça providências “Em relação ao descaso ora encontrado na restauração da Rodovia MT - 174 que interliga o trecho denominado “Cacho” à cidade de Araputanga na extensão de 62,37 Km, e no sub trecho entre Araputanga à Jauru na extensão de 67,99 km”.

As reclamantes deixavam o Promotor a par dos acidentes, paralisação da obra e, dos valores publicamente apresentados pelo Estado para realização do serviço. Em um trecho do ofício a vereadora Stellamaris escreveu: “Destaco a minha preocupação como representante do povo e acima de tudo como cidadã deste município, onde vejo a necessidade da intervenção desse Ministério Público, cobrando do Estado, das Empresas vencedoras da licitação as suas responsabilidades perante a execução da obra, pois entendemos que o prazo de entrega dos trabalhos é de 360 (trezentos e sessenta) dias, porém diversas vidas já foram ceifadas ao longo dos anos e, atualmente, durante esses dois meses de trabalhos”.

Na parte final do documento a vereadora observa que no que se refere aos “buracos” aumentaram cada vez mais após o inicio das obras. A representante do povo concluiu que é de suma importância a união de forças positivas para resguardar a vida daqueles que pela rodovia transitam.

A solicitação da vereadora Stellamaris juntamente com a Senhora Maria Sancha Otenio, popularmente conhecida como Maria do Dito foi atendida pela Promotoria de Justiça no dia 28 de janeiro/14, quando o representante do MP instaurou Inquérito Civil, através da Portaria número 002/2014.

O clamor popular com a interdição da rodovia, em dois lugares, nas proximidades da Ribeirão das Pitas e em Indiavaí reforçou o pedido protocolizado na Promotoria de Justiça e, demonstrou ainda com mais veemência que de fato seria necessário que o Ministério Público ouvisse “a voz de Deus” através do povo que não suporta mais trafegar na MT-248 colocando a vida em risco e destruindo o patrimônio materializado nos veículos.