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ARAPUTANGA: Rodovia MT-248 voltará a ser interditada neste sábado
A falta de providências na continuidade dos serviços de recuperação da MT-248 resultou na indignação dos homens de Araputanga que resolveram interditar a rodovia onde pelo menos três pessoas já perderam a vida recentemente.
Hoje (17), a interdição estendeu-se das 07h30min até às 18h00min. Até às 14 horas, apenas o presidente da Câmara Municipal de Quatro Marcos compareceu ao local onde os manifestantes bloqueavam a rodovia para informar que a SETPU – Secretaria Estadual de Transporte e Pavimentação e Urbana pedia a liberação da rodovia e que um representante viria negociar a continuidade das obras.
Por telefone, o deputado Airton Português informou que neste sábado (18), o Secretário adjunto da SETPU - Alaor de Paula – estará em Araputanga onde reunirá com os manifestantes. O deputado prometeu acompanhar a reunião.
O grupo de manifestantes contestou a oferta e disse que só liberam o tráfego na rodovia, quando um representando do Executivo Estadual comparecer no local de interdição com um documento que garanta a retomada do serviço.
A rodovia que teve o tráfego liberado a partir das 18 horas voltará a ser interditada amanhã, prometem os manifestantes. O representante do governo de Mato Grosso deve chegar a Araputanga para reunião, neste sábado (18), entre nove e dez horas.
NOSSA RODOVIA DA MORTE.
Os manifestantes que interditam a rodovia fazem questão de declarar que o movimento é pacífico e solidário, pois, na rodovia cujas obras praticamente destruíram com recortes, o pavimento, diversas pessoas vêm sofrendo acidentes com prejuízos dos veículos e, lesões, amputação e mortes. Trafegar na MT-248 é colocar a “cabeça à prêmio” declaram os manifestantes que já perderam amigos que estavam em trânsito
Para descontrair o clima de seriedade que a exigência de retomada das obras, durante a tarde os homens assavam carne e tomavam refrigerantes sob a sobra de uma árvore e debaixo de uma barraca colocada na estrada.
Apesar da tranquilidade durante o manifesto, uma faixa provocadora trazia palavras que demonstravam o desprezo que a população está sentindo pela atuação da política que na opinião dos manifestantes não oferece a necessária atenção à região, mesmo tendo três representantes na Assembleia Legislativa.

