Artigo
ARAPUTANGA: Moradores de Botas isolados durante reforma da ponte da Água Limpa.
Moradores da região das Botas, no município de Araputanga estão sofrendo e indignados com a demora no conserto da ponte do Córrego Água Limpa. A estrada vicinal estadual tem diversas pontes, todas de madeira.
Essas pontes são verdadeiros focos de desgosto dos usuários da estrada, por que quase sempre teem problemas e são motivos de discussão e acusação entre moradores-usuários e as esferas de administração pública.
Desta vez a “dor de cabeça” chama-se ponte da Água Limpa, construída há cerca de três anos. Quando estava em construção, o vereador Ilídio compareceu ao local e denunciou que o serviço era ruim. Ele já havia percebido, que a obra resultaria em dificuldades para os usuários em pouco tempo. Os frutos dessa obra denunciada desde a construção estão sendo colhidos agora pelo povo.
Com o tráfego de caminhões pesados transportando bois, leite e equipamentos, entre outros, a cabeceira da ponte cedeu e criou um perigo iminente para qualquer transeunte, ainda que fosse utilizada com veículo de passeio.
Visível para qualquer leigo, a qualidade inferior do madeiramento colocado sobre a ponte foi uma declaração de pouco caso com o dinheiro público. O Estado que empreita, mas faz vistas grossas sobre serviços dessa natureza, recebeu a obra e hoje, o que se ouve é o lamento da população.
O problema se reflete, também, na Educação. Há relatos de acadêmicos que estudam na FCARP, em Araputanga que estão fazendo ‘baldeação’ para poder chegar à Faculdade todos os dias.
Os usuários ficam com raiva do pouco caso com que são tratados. Em conversa com alguns moradores, eles reclamam que pelo menos 20% da riqueza de Araputanga sai da região.
Considerado o tempo de seca, há os que afirmam que essa anomalia sistêmica seria facilmente evitada, se os administradores públicos responsáveis tivessem mandado construir um desvio de poucos metros, colocando algumas manilhas no leito do rio. Essas pessoas levantam a seguinte pergunta: quem se importa com problemas do povo?
OUTROS DESCASOS
O problema de pontes nessa estrada do município de Araputanga é recorrente. Em 27/06/2011 a Folha de Araputanga ouviu a triste história do Sr. Joarez Ribeiro Marques que sofreu, no dia 06 de junho daquele ano, um acidente na ponte do Ribeirão das Pitas, próximo de Farinópolis.
Quando passava sobre a malfadada ponte, a roda de sua moto ficou presa por um dos grampos que segurava a madeira da ponte e jogou o motoqueiro e sua esposa, dona Celestina, conhecida como dona Rosinha, dentro do rio.
Com a mão quebrada e as pernas presas debaixo da moto, ele ainda precisou encontrar forças para socorrer a esposa que se afogava com a água que invadira o capacete.
Em 18 de abril/12, na mesma mal conservada ponte das Pitas, próximo a Farinópolis, uma moto caíra dentro do rio quando um motoqueiro passava durante a noite. Dezenas de pessoas, ambulâncias e a Polícia compareceram ao local em busca do corpo do piloto, todavia, ele escapou do acidente e foi descoberto que o homem teve a sorte de não cair no rio.
Feitos os reparos, durante um dos Temas Livres da Sessão ordinária da Câmara Municipal de Araputanga, o vereador Ronaldo das Botas denunciou que o serviço feito não correspondia ao valor pago pelo Estado, isto é, o serviço deve ter pouca durabilidade. Até hoje, não há notícia de quaisquer providências por parte de nenhum outro órgão fiscalizador da coisa pública.
Na outra extremidade da mesma estrada, o abandono e a falta de conservação revoltaram moradores da região das Botas. Surgiu um incendiário que acabou com os dias de ameaça da ponte localizada depois das voçorocas das Botas. A ponte acabou em cinzas.
POVO ESTÁ IMPEDIDO DE PARTICIPAR DAS MISSAS
A região das Botas pertence à Paróquia de Araputanga. Esse setor paroquial é composto pelas comunidades: Santa Maria Goreti (Botas), Boa Vista, Rio Vermelho, São Pedro, Córrego São José, Córrego Rico, São Marcos, entre outras.
Os moradores dessas localidades estão impedidos de receber o Monsenhor Ermínio Duca, que celebra as missas, enquanto a ponte não for liberada. Por duas semanas seguidas, o padre Celso tem cancelado as missas já marcadas, porque a ponte não permite que a estrada seja utilizada para se chegar ao povo das comunidades.
A reclamação do povo é geral eles também denunciam e apontam que em duas semanas de trabalho, o serviço está lento.
Com a palavra as autoridades.
FOTO - Ponte do Rio do Bugre.

