A prisão de Anderson Torres, ocorreu hoje (14/01), quando ele desembarcou, emBrasília-DF, de vôo procendente dos EUA.
por – Sebastião Amorim – Para aqueles que perderam poder político, estão percebendo que o status político-jurídico no Brasil, muda a passos largos e, acelerado.
Há casos de mandatários que deixaram os cargos com o encerramento do ano 2022 e que já sentem na pele que são alvos de uma espécie de caçada; se antes eram livres, agora parece haver quem esteja praticamente na condição de procurado, para ajuste de contas com a Justiça.
A condição transcende os políticos e alcança a população civil, principalmente entre aqueles que estiveram acampados diante dos Quartéis, por todo o Brasil.
CONSEQUÊNCIAS
Alguns exemplos são elucidativos. O então Comandante da Polícia, no Distrito Federal, até o último domingo (08/01), depois dos atos de vandalismo ocorridos em Brasíla-DF, perdeu o cargo e teve a prisão decretada.
Durante a noite daquele domingo e madrugada de segunda-feira (09/01), as consequências da ação de baderneiros que agiram com selvageria quebrando parte da sede das Instituições, na Praça dos Três Poderes, continuou a surgir. Foi então que o governador do DF foi afastado do Cargo por 90 dias, por decisão de um Ministro do STF.
Na manhã de segunda-feira, dia (09/01), a Polícia prendeu mais de mil e quinhentas pessoas, acampadas diante do QGEX da Capital Federal. Os detidos são suspeitos de participação no protesto em que houve a destruição, no dia anterior, na Praça dos Três Poderes. Durante a semana, centenas foram liberados.
PRISÃO DE EX-MINISTRO
Hoje (14), Anderson Torres, ex-ministro da Justiça do Governo Bolsonaro e, ex-Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, desembarcou em Brasília, vindo De Miami (EUA), onde passava férias e, foi preso por policiais federais.
A prisão do ex-ministro ocorreu por determinação de Alexandre de Moraes. No decorrer da semana, a decisão do ministro foi submetida ao Plenário do STF e, a hipótese de prisão, confirmada.
Ainda de acordo com o Ministro, a prisão ocorreu, por fortes indícios de conivência com aqueles que praticaram o vandalismo do domingo, dia 8 de janeiro, na Capital Federal.
O QUE ESPERAR?
O inquérito continua e é quase certo que em breve haverá outras formas de punição a quem colaborou, para manutenção dos manifestantes, diante do Exército em Brasília.
No dia 12 de janeiro um fragmento que demonstra que a investigação continua, foi constatada pelos passageiros de um ônibus fretado para turismo.
Tal veículo foi parado e apreendido pela PRF, no posto da Polícia, na localidade conhecida como 120. Na ocasião, um policial explicou aos passageiros, que a viagem seria escoltada até Cuiabá-MT, onde a empresa dona do veículo teria de substituí-lo para que os passageiros continuassem a viagem.
O policial explicou, quando foi perguntado, que a apreensão do ônibus se deu por ordem vinda do Supremo.