Descontentes e preocupados com o futuro da cidade de Araputanga, um grupo de moradores participou, na noite de ontem (14), de reunião para trocar ideias e buscar alternativas para o caos que tomou conta da cidade.
Populares, profissionais liberais, comerciantes, empresários, comunicadores, produtores, servidores públicos e, trabalhadores da indústria se fizeram presentes. A reunião ocorreu na residência do ex-vereador Ilídio da Silva Neto, que contextualizou brevemente o sentido negativo que foi difundido nos últimos anos, facilmente perceptível na população.
Entre outros, usaram da palavra o advogado Dr. Oswaldo Alvarez Júnior, Senhores Paulo Xavier, Ricardo A. Prado, Reinaldo Fernandes, Leandro Canova, Sra. Leia e, Sr. Idelvino Baioto; todos enfatizaram aspectos importantes que estão a questionar a atitude (ou a falta dela), de vereadores, prefeito e vice, eleitos em outubro de 2012.
Durante a reunião, a manifestação verbal era sempre a mesma: todos os representantes no Legislativo araputanguense deveriam ter cumprido sua função e, fiscalizado as ações do Executivo, para não deixar o Município chegar ao fundo do poço e, pior, o entendimento do grupo seguiu no sentido que a Gestão continua a cavar o “buraco” em que a cidade entrou.
JUIZ E PROMOTOR
Se os membros do Legislativo Municipal foram negativamente lembrados, o ex-vereador Ilídio abordou numa frase, aquilo que aparentemente passava despercebido pela população: “Temos que agradecer ao Promotor de Justiça e ao Juiz que determinou o afastamento do Chefe do Executivo, no mês de Agosto/2015, porque se o povo dependesse da ação dos vereadores tudo ainda estaria conforme estava antes”.
ARAPUTANGA VIROU BAGUNÇA
A única mulher a usar da palavra admitiu “Araputanga virou bagunça”; ela observou muito bem que tudo é política. Em suas palavras, o resultado se manifesta ao cidadão, nos serviços de Saúde, Educação, Iluminação pública, falta de medicamento; trata-se de política ruim e, o cidadão tem que ter consciência disso, quando for escolher os representantes, porque depositamos toda esperança de futuro (Educação, Saúde, Serviços), na urna, disse.
Um detalhe da fala da Sra. Leia contextualizou o sentimento que muitas vezes o povo não manifesta: “Eu queria voltar no tempo, viver de novo e pular este período, porque é uma etapa ruim para viver em Araputanga” e, concluiu com a afirmação “Uma etapa triste”.
Formado por pessoas que desejam ver a retomada do desenvolvimento, membros do grupo passaram a acompanhar as Sessões da Câmara Municipal e promover reuniões próprias, onde discutiam os problemas da cidade e, em seguida, mobilizava outras pessoas através das redes sociais.
O resultado é de conhecimento da maioria do povo: faixas nas ruas, Câmara Municipal repleta de manifestantes e, distribuição de nove pizzas durante uma Sessão; antes do ato que distribuiu pizzas, aparentemente o Legislativo fazia ouvidos moucos para manifestação.
Se as autoridades não ouviam o clamor popular, “passaram” a ter conhecimento através de publicações na imprensa; o caso pizza na Câmara de Araputanga foi notícia até no G1 da Rede Globo. É possível concluir que o meio político araputanguense passou a ser motivo de chacota a nível nacional.
PRÓXIMO ATO
Entre os presentes houve o comentário que o convite para reunião teve mais eco que Audiência Pública promovida pelo Executivo para prestação de contas. Com o sentimento de quero mais, houve até promessas de participante, que trará mais gente para debater os destinos de Araputanga em outra ocasião.
Encerrada por volta de 22h00min o anfitrião Ilídio, agradeceu a todos pela presença, prometendo um segundo encontro, para agregar mais interessados, na retomada do sentimento de esperança em novos dias, para a cidade.