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VIGILÂNCIA: Pneus em terreno público foram dedetizados e receberam larvicida

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FONTE

 

Após a publicação da matéria “Terreno público abriga centenas de pneus com água, a céu aberto”,  a reportagem da Folha conseguiu contato com o Chefe da Vigilância epidemiológica de Araputanga para conhecer as providências adotadas em relação aos pneus descartados na cidade, no terreno da antiga Casemat.

A DENÚNCIA

Sobre o assunto, em 31/12/2015, a Folha recebeu fotografias denunciando o abandono do local e o número de pneus d’onde pode proliferar vetores da dengue, responsáveis pela Chicungunha e o Zica Vírus.

ESCLARECENDO

A conversa com o responsável pela Vigilância Municipal, ocorreu na tarde de hoje (02), por telefone.  O Servidor Público garantiu que o local está dedetizado e os pneus contém larvicida (‘veneno’) para evitar a procriação do mosquito da dengue e outros vetores, transmissores de doenças.

FOTOS

A Redação da Folha recebeu fotos do ato de dedetização e foi informada que os pneus serão recolhidos por uma empresa de reciclagem de Cuiabá-MT, provavelmente, depois do dia 10 de janeiro. Fomos informados, também, que as borracharias da cidade estão orientadas para não descartar pneus velhos no local, mas a Vigilância não apontou quem seriam os responsáveis pelo descarte.

INVASORES, INCÊNDIO, ABANDONO, MATAGAL

O terreno e o barracão da Casemat, que outrora pertenceram ao Estado de Mato Grosso, foi adquirido pelo governo municipal na gestão encerrada em 31/12/2012 e, há pelo menos cinco anos tem servido como ponto de cobiça até por invasores.

O local já foi palco para três grandes incêndios que destruíram a cobertura e as paredes do barracão (ao abrigar pneus); com a construção destruída pelo fogo, aparentemente, o espaço caiu em esquecimento e, na condição de virtual abandono, com matagal no pátio, tem servido para descarte de lixo, por pessoas ainda não identificadas.

TERCEIRO LIXÃO?
Talvez, a pouca atenção dada àquele espaço, nos últimos anos, permita que irresponsáveis pratiquem ali, atos criminosos, como descartar lixo, promover invasões e incêndios. Populares já relataram que o local tem servido, também, para acolher usuários de drogas.
 

A falta de destinação correta para o lixo levou a Justiça, em 07 de agosto/2015  conceder liminar a pedido do Ministério Público para interditar o lixão da cidade; mesmo assim, o descaso de integrantes da população fez surgir novo lixão no terreno do Parque Industrial, obrigando a gestão pública a tomar medidas em 29/10/2015 para conter a proliferação do lixo em tão nobre espaço. 

A julgar pelo material descartado e encontrado pela reportagem no terreno da Casemat, a gestão pode precisar promover a limpeza  “do próprio quintal”,  e evitar a possibilidade de, quem sabe, ser a responsável por infestar com mosquitos, a população residente nos Bairros Cidade Alta, Jardim Vilagem, Loteamento Carvalho, Jardim Vitória, e adjacências, todos próximos do Recinto de Festa do Peão da cidade.  

Embora a Vigilância informe que 97% dos focos de dengue estão nas residências da cidade, seria pueril acreditar que pneus abandonados cheios de água, lixo e, matagal, mesmo dedetizados não possam, a qualquer momento, ser vetores de doenças.

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