Embora a memória de algumas pessoas possa ser curta, todos anda nos lembramos que ao deixar o governo, Silval Barbosa entregou a rodovia MT-175 em péssimas condições de conservação. Em alguns trechos, o asfalto estava completamente destruído.
No trajeto entre Araputanga e São José dos Quatro Marcos, um grupo de homens nomeados como “Amigos do trecho” trabalharam, nos meses de março e abril/2015, nos finais de semana, utilizando tapiocanga misturada a cimento para tapar centenas e até milhares de buracos.
RECONSTRUÇÃO DO ASFALTO
Para evitar a ação de voluntários que trabalhavam tapando buracos na rodovia, o novo governo de Mato Grosso mandou refazer a rodovia, partindo dos primeiros quilômetros de Araputanga.
Embora lento, o serviço em andamento trouxe grande tranquilidade aos condutores de veículo que trafegam diariamente pela rodovia. Todavia, apesar de ter arrancados longos trechos e refeito a rodovia, alguns buracos estão sendo deixados para trás. Quando visitou Araputanga em Agosto/15 o próprio governador Pedro Taques teria criticado a qualidade do serviço que estava sendo realizado. Depois da fala do governador, a empreiteira passou outras camadas de brita e asfalto em certos trechos da rodovia.
FAIXA NO BURACO
Finalmente, no sábado dia 17 de outubro, a empreiteira responsável pela obra começou a pintar a faixa amarela na rodovia e, para surpresa dos condutores, próximo à entrada da Mineração, logo depois da área reservada como Parque Industrial de Araputanga, os tais buracos “esquecidos” na pista, receberam a faixa amarela como se a obra já estivesse pronta.
MOTORISTA FIQUE ATENTO
Partindo de Araputanga, longos trechos da MT-175 tem excelentes condições de tráfego. Porém, alguns buracos podem colher o motorista de surpresa, principalmente para quem trafega à noite e com chuva.
A recuperação do asfalto já está bem adiantada, na altura da igreja de São Pedro, cerca de quinhentos metros depois da escola municipal do Barreirão, no Município de Quatro Marcos. Contudo, além dos buracos, próximo à entrada da mineração, há também uma saliência no declive depois da igreja São João, no sentido Quatro Marcos que às vezes colhe o motorista de pequenos carros de surpresa. É preciso atenção, também, para as duas “indecentes crateras” esquecidas próximo à igreja de Santa Cecília.
SEM PLACAS
A reportagem da Folha percorreu toda a extensão da MT-175 entre Araputanga e o entroncamento do Cacho. Não vimos nenhuma placa que indique o nome da empreiteira responsável pela obra, o custo do investimento financeiro, prazo e extensão do serviço a ser realizado.