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ARAPUTANGA: Casas invadidas terão que ser desocupadas por ordem da Justiça no Residencial Daury Riva
A julgar pela ordem de desocupação das casas invadidas por 13 famílias no Residencial Daury Riva, a política habitacional não está sendo suficiente para atender à demanda por moradias em Araputanga.
Na tarde de sexta-feira 19 de junho o prefeito municipal recebeu em seu gabinete famílias que vão desocupar as residências invadidas. Eles buscavam com o Chefe do Executivo, uma alternativa para resolver a questão; após reunião alegaram que saíram frustrados e que o prefeito não apresentou nenhuma alternativa, além da decisão judicial para desocupação.
Por volta de meio dia de sábado (20), a reportagem da Folha acompanhou o relato de famílias que não são donas das casas, mas que estão no local. Na ocasião ouvimos algumas pessoas como o Senhor Carlos dos Santos Cardoso, Cleiton Rodrigues dos Santos e Alcione Preres dos Santos, que contam porque estão no local. Clique aqui e acompanhe o relato de pessoas que receberam ordem de desocupação.
ORIGEM
O projeto do residencial iniciado na administração passada foi uma tentativa para evitar novos imbróglios como invasões ocorridas no terreno da Casemat e no Jardim Vitória. Porém, aquilo que seria a resolução de questões habitacionais na cidade, resultou em novo “atoleiro” sem precedentes, pois as casas que só foram entregues às vésperas das eleições presidenciais que reconduziram Dilma Roussef ao segundo mandato, porém muitas dessas residências, senão todas, não tinham condições reais de habitação, ou seja, os novos proprietários receberam as casas mas não podiam habitá-las, pois a construção não estava concluída.
INVASÃO
Com o mato tomando conta das habitações abandonadas, surgiram famílias que adentraram as casas, fizeram algumas melhorias, como limpeza do terreno, instalação de portas, padrão de energia entre outros e passaram a habitar o local.
Os proprietários procuraram a Justiça que, em 02 de junho deferiu liminar determinando mandado de reintegração contra oito das treze famílias invasoras que ocupam as casas há cerca de seis meses e, agora, alegam não ter para onde ir.
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