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SEM ACORDO: Caminhoneiros mantém a greve

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Por: Vanderson Oliveira 

A decisão dos caminhoneiros de parar o Brasil parece que, de fato, está dando certo, apesar do acordo anunciado ontem (25), pelo governo e sindicatos. As maiores cidades do interior de Mato Grosso sabem a importância que a categoria tem para a manutenção da economia, da vida e, da sustentabilidade dos negócios, por sem caminhão rodando, o Brasil, para.  

Informações trazidas à redação da Folha pelo repórter Vanderson de Oliveira, dão conta que a paralisação continua e, de acordo com o representante da Folha, o tráfego vai ficar liberado por quatro horas, entre diamantino e o Posto Gil; depois, os caminhoneiros prometem trancar a estrada novamente, sem data para libera-la. O repórter confirmou que os agricultores devem colaborar com a luta dos caminhoneiros, colocando máquinas na pista.

Tudo indica que os caminhões-tanques estão entre as “principais armas” da mobilização de caminhoneiros; o combustível que não chega nas cidades, aos postos, pode colocar em xeque o caixa da Petrobrás. O gás de cozinha como outros produtos estão na mesma balança. Em Tangará da Serra por exemplo, já faltam combustíveis nos postos; em Campo Novo, o repórter confirmou que começa a faltar o etanol. A reportagem obteve vídeo feito em Juara, mostrando a fila quilométrica de veículos de passeio aguardando o momento para reabastecer. Por enquanto o problema (falta de combustíveis), não atingiu os postos de abastecimento de Araputanga.

Fontes ligadas ao setor informaram à Folha que a maior indústria brasileira de abate bovino calcula prejuízo em R$150 milhões de reais,  com a paralisação.  A greve isola toda a cadeia produtiva; os produtores de leite, aves e suínos, não tendo como transportar sua produção se vê obrigado a interromper as atividades. No Paraná, por exemplo, até ontem (25),  cerca de seis milhões de litros de leite não chegaram no destino para serem industrializados.

SÓNOTICIAS

O site Sonoticias publicou matéria confirmando que existem sete trechos das BRs 163 e 364, bloqueados. Os trechos são em Rondonópolis, Cuiabá, Diamantino, Mutum, Lucas, Sorriso e, Sinop.

A paralisação dos caminhoneiros já dura mais de uma semana, em algumas partes do Brasil.