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Muro do cemitério central de Araputanga está caindo aos poucos

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 Não há dúvidas que o município de Araputanga precisará encontrar um novo espaço para funcionar adequadamente e com a devida tranquilidade um novo cemitério municipal.

De um lado, enquanto isso não acontece, a sociedade se vê compelida a assistir a falta de atenção pública para questões que aos poucos vai se tornando banalizadas. Do outro lado, a autoridade se vê encurralada a tomar providências para resolver a falta de espaço no atual cemitério, a busca de área que possa abrigar o  novo camposanto, a eventual “erva daninha” (mato) que surge no antigo cemitério (com as chuvas), além do frágil muro do primeiro cemitério da cidade, que cai aqui e acolá, revelando certo desleixo com a coisa pública, no cruzamento entre as ruas Sebastião Fernandes de Oliveira e Jadiel Nunes Rios, na região central de Araputanga. Veja fotos aqui.

Os Cristãos não gostam de usar a expressão necrópole (νεκρόπολι) originária na língua grega, por significar cidade dos mortos. Todavia, bem medida e bem pesada, talvez a quebra sutil do muro possa levar ao entendimento de um arguto observador a concluir que o local tem sido sim, cidade dos mortos, quando o termo se relacionar com esquecimento.

Quando a “engrenagem” da máquina pública funciona adequadamente há questões que sequer são percebidas: uma delas é o lixo. Hoje (17) leitores assíduos da Folha de Araputanga sugerem que há locais em que a coleta não está sendo realizada conforme preconiza o Art. 40 da Lei municipal 153/92: “o lixo das habitações deverá ser recolhido pelo serviço de limpeza pública no mínimo uma vez por dia, inclusive aos sábados, domingos e feriados”.

Sejam as vias públicas, seja o cemitério ou quaisquer outros temas de interesse coletivo, precisam receber a devida atenção das autoridades e, os cidadãos devem colaborar para que tudo funcione perfeitamente; como colaboração ninguém deve fechar os olhos, se algum membro da sociedade estiver, por exemplo, quebrando, aos poucos o muro de uma obra pública, ainda que esta, seja o cemitério.

Em breve comparação, o possível abandono por parte do poder público dos túmulos onde jazem nossos antepassados, seria um pecado tão grave como perder-se na selva sombria do “Inferno de Dante”, onde a selva é a representação simbólica da perdição no pecado.