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SÃO JOSÉ DO QUATRO MARCOS: Justiça acata pedido do MPE e suspende cavalgada durante a Expomarcos 2014
Possíveis focos de “varíola bovina” e da “doença do mormo”, moléstia infectocontagiosa comum em cavalos no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, levou o Ministério Público do Estado de Mato Grosso a requerer a suspensão de carreata, passeata ou cavalgada durante a Expomarcos 2014, entre os dias 30 de maio a 08 de junho. O pedido liminar foi acatado pela Justiça nesta segunda-feira (26).
Consta na ação, que o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) notificou o Sindicato Rural de São José dos Quatro Marcos acerca do foco da doença infectocontagiosa e informou que exigiria a apresentação de exames de anemia infecciosa de todos os animais participantes do evento denominado “cavalgada'. A “Doença do Mormo” é causada por bactérias, transmissível ao homem e sem tratamento, costuma ser fatal em 95% dos casos.
“Esta doença é tão nefasta que quando apresenta resultado positivo em inspeção, o animal infectado deverá ser sacrificado e os demais animais submetidos a exames necessários”, destacou o promotor de Justiça Paulo Alexandre Alba Colucci, em um trecho da ação.
Segundo ele, em reunião realizada com representantes de vários segmentos no Fórum da cidade, os próprios técnicos do Indea recomendaram a suspensão do evento, tendo em vista que o órgão não possui recursos humanos suficientes para fiscalizar todos os animais que serão levados para o evento.
“O cenário se afigura ainda mais preocupante porque pois, segundo o presidente do Sindicato Rural ouvido pelo Ministério Público, mais dois focos da doença de “Mormo” foram detectadas a poucos dias em Mato Grosso, mais especificamente nos municípios de Poconé e Nortelândia”, destacou.
Para o promotor de Justiça, a realização de carreatas, passeata, cavalgada ou outro tipo de concentração coloca em risco à saúde dos animais e, principalmente, à saúde e à vida da população. “É notório que as pessoas participantes dessas aglomerações populares consomem de forma irrestrita bebidas alcoólicas, o que poderá retirar-lhes o equilíbrio mental necessário para evitar a não participação de equídeos e ou bovinos na festividade”, acrescentou.
Fonte: MP/MT
