Imagine que o cidadão comum é obrigado a trafegar com seu veículo devidamente licenciado e, com todos os equipamentos de segurança dentro do que preconiza a legislação e, ao trafegar pelas ruas de Araputanga encontra um caminhão caçamba sem porta, sem placas, sem a tampa da caçamba (embora carregando entulho) e, transportando funcionários que fazem a limpeza urbana, sem nenhuma segurança. O cidadão cumpre com a legislação e se sente uma marionete diante do quadro aterrador que a realidade araputanguense lhe impõe.
O caminhão caçamba sem porta, sem placas, sem a tampa do fundo da caçamba (embora carregando entulho), e, transportando funcionários que fazem a limpeza urbana, sem nenhuma segurança tem número de patrimônio que indica o proprietário como a Prefeitura Municipal de Araputanga, porém, está a serviço da empreiteira Impacto contratada por licitação para cuidar da limpeza da cidade. Veja fotos aqui.
PRÓXIMO À PREFEITURA
Por volta de 13h40 min (07), o caminhão estava a serviço, a cerca de 150 metros da sede do Paço Municipal acolhendo alguns entulhos, próximo da Maçonaria.
Há meses, a Folha de Araputanga acompanha a irregularidade do uso desse veículo, desde que o caminhão, que já estava sem placas foi atingido pela carroceria de uma carreta que lhe amassou a porta, à Rua Carlos Luz, nas proximidades da Igreja Matriz.
PARADO AO LADO DA CÂMARA
Hoje, foi a gota d’ água. Depois de recolher o entulho na R. Antenor Mamedes, o motorista do caminhão teve que “sangrar” o motor que não funcionava por causa da entrada de ar. Quando funcionou, o caminhão deu ré até alcançar a Rua Jadiel Nunes Rios, quando começou a cair chuva, por volta de 14h00min. Como a chuva aumentou, o motorista não teve outra escolha a não ser parar o veículo, que sem portas, molha dentro.
A reportagem acompanhou o veículo que ficou parado, imagina, ao lado do estacionamento da Câmara de vereadores.
Até hoje não se tem notícia que os vereadores na Câmara Municipal tenham olhado essa questão que coloca a vida de trabalhadores em risco.
RESSALVA
Uma ressalva se impõe. No dia 05 de março de 2013 a vereadora Stellamaris Otenio indicou ao Executivo a “Aquisição de materiais de EPI - Equipamento de proteção individual de Segurança para servidores da coleta de lixo para melhoria na qualidade de vida e na segurança dos servidores que coletam o lixo e fazem a limpeza”.
A indicação segue a Lei 6.514/1977 que recomenda: "A empresa (no caso, a Prefeitura ou a prestadora de serviço) é obrigada a fornecer aos colaboradores gratuitamente, equipamentos de proteção individual adequado ao risco.
PORTA: “EPI PARA CAMINHÃO”
É visível que além dos EPIs o município tenha que investir, também, em caminhões que, além de recolher os entulhos, promova a segurança dos trabalhadores. É imperioso que o caminhão que trabalha irregular seja recolhido para oficina.
MORTE NO DAE
A administração pública precisa tomar medidas imediatas, a fim de que se evitem outras tragédias, como a doSr. Gleidson de Almeida Gomes, popularmente conhecido como Maranhão, funcionário público municipal que perdeu a vida aos 38 anos, quando estava a serviço, no período noturno, no DAE em 22.09.2012. Até hoje, ninguém explicou nada sobre a morte desse homem.
Com a palavra, os vereadores, fiscais do município.