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Leilão do pré-sal não foi discutido com o povo e com o Congresso.

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Ao discursar no senado Pedro Simon do PMDB do  Rio Grande do Sul observou que a descoberta dos campos petrolíferos da camada pré-sal durante o governo Lula gerou muito otimismo no país, manchetes de jornal e comemorações por parte do governo.

Simon foi muito observador ao comparar a satisfação do governo na época da descoberta com a atitude do dia do leilão, em 21 de outubro/13 do primeiro campo do pré-sal.

O senador destaca que o leilão aconteceu em “clima de guerra”, com tropas do Exército e da Força Nacional enfrentando manifestantes contrários ao leilão.

A fumaça de suspeição de que pode existir algo anormal fica latente inclusive naquilo que a mídia não fala e sequer publica.

Não houve nem nas manchetes dos jornais, nem nas notícias publicadas aquela alegria, aquele festival espetacular que deveria ter sido o leilão tão aguardado pelo governo, que não conseguiu esclarecer, como deveria, uma matéria tão importante quanto esta, afirmou o senador.

Talvez uma única crítica velada tenha ocorrido na manhã de ontem (22), no programa Bom dia Brasil, da Rede Globo, quando a comentarista de economia Miriam Leitão contrapôs as declarações dos governantes, ao afirmar que "Uma concorrência sem concorrentes não pode ser considerado um sucesso total".

O senador Pedro Simon e seus colegas Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Roberto Requião (PMDB-PR) entraram com ação no Supremo Tribunal Federal pedindo a suspensão do leilão por possíveis prejuízos ao patrimônio nacional.  Simon observou ainda que o próprio ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabriellli já havia se manifestado contrário à realização desse leilão.

Simon colocou em dúvida se o governo e a Petrobras darão continuidade à implantação de refinarias no Brasil, ou se todo esse petróleo será industrializado nos países vencedores do leilão, como a China.

Sem dúvida a lamentação do senador é pertinente, ele disse que o leilão foi feito na marra. Só faltou dizer que foi empurrado na “garganta do povo”, inclusive com garantias de segurança do Exército e da Força Nacional.

A percepção do povo começa a mudar. Os políticos que antes se acostumados a dizer o que o povo deveria fazer, agora se vêm obrigados a se comportar de forma  populista.

Os protestos vindos das ruas podem ter ocorrido porque a discussão sobre a exploração do petróleo do pré-sal não foi feita com a sociedade e com o Congresso Nacional.

Fonte de consulta - Agência Senado.

Imagem: Portal Terra.