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O anúncio de renúncia de Bento XVI.

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Araputanga – Não há dúvida que sua Santidade, o Papa Bento XVI não tinha intenção de fazer publicidade da Mensagem da Igreja, nem mesmo do funcionamento de sua estrutura, porém, o anúncio de segunda-feira dia 11 de fevereiro provocou uma “onda publicitária” da Igreja em todo o mundo que nem mesmo todos os publicitários juntos poderiam promover  marketing tão bem feito  que chamasse tanta atenção de todos.

Rotulado de conservador talvez até antes de passar pela Congregação para a Doutrina da Fé, o anúncio do “aviso prévio”, sem dúvida balançou os alicerces da certeza de cardeais, arcebispos, bispos, padres, leigos e, até mesmo de ateus que sempre têm uma palavra de condenação contra Cristãos e o Magistério petrino.

O assunto só será devidamente clarificado quando, no futuro, os arquivos deste pontificado forem abertos para a História da Igreja.  Porém, o inédito anúncio já produziu aquilo que podemos chamar de efeitos colaterais benéficos: na sociedade, as especulações sobre a Igreja é o assunto do dia enquanto se espera do Conclave. É, também, a conversa do diálogo entre Cristão e, colocou a Igreja em evidência em todas as grandes mídias mundiais. Os benefícios equivalem à Parábola dos Talentos, quando o homem severo, ceifa onde não semeia e ajunta onde não tenha espalhado.

Humildade e desapego ao poder. Dois gestos quase irreconhecíveis no mundo pagão. Quantos Cristãos sabiam que o Papa carrega um marca-passo e quem esperava o espantoso momento da idiossincrasia ao reconhecer que o corpo, depois de 85 anos não está mais com o vigor necessário para continuar no “leme” da Barca de Cristo?

A coragem para “ousar” reconhecendo sua fragilidade  contá-la em vida, em público e, em plena vigor da consciência certamente estará entre exemplos para seus sucessores, na Igreja.

Para quem rotulava o Papa de conservador o anúncio da renúncia pode ter soado como o estrondo de um tsunami que será bem avaliado na balança racional da História. Os historiadores do futuro certamente escreverão que o mais conservador dos Papas do Séc. XXI foi, ao mesmo tempo, o que colocou a Igreja nas mãos do sucessor e continuou vivo em um Mosteiro do Vaticano, intercedendo ao Senhor da Messe para que o inimigo não joeire a Igreja.

Cristo não perdeu nenhum dos doze, diz a Escritura. Restam 12 dias para começar a vacância na Sé de Pedro. Até a eleição, o Camerlengo será o guardião do trono. Então, nossa atenção se volta para o que reservam os próximos passos: quem será o escolhido para assomar à janela e ouvirmos de novo do decano do Colégio Cardinalício, a Boa Notícia, Habemus Papam?

Os Cristãos não se preocupem. Jesus Cristo prometeu auxílio ao primeiro Papa, São Pedro e rezou por ele para que confirmasse os irmãos na fé. Esse auxílio jamais faltará. Não estamos, nem ficarem desamparados. O Espírito Santo guia os caminhos da Igreja.

Sebastião R Amorim Filho

Leigo.