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ARAPUTANGA – Moradores do Assentamento Floresta reclamam do atoleiro

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FONTE

Os serviços realizados nas estradas vicinais, que deveriam facilitar acesso ao Assentamento Floresta e, aos povoados vizinhos, neste período de chuvas, estão sendo colocadas à prova desde as primeiras chuvas que precipitaram no mês de dezembro último.

TÁ FEIO

No sábado (24/02), a Redação da Folha de Araputanga recebeu relato e imagens de moradores da localidade, que se lamentam com as condições atuais da estrada.

Quem insiste em entrar ou sair do povoado, enfrenta diversidade de atoleiros e estradas deslizantes, cheias de barro; há trechos que é melhor atravessar sobre o lombo de algum burro; para veículos, o desafio é imenso, é o fim da “picada”.

REPETECO

A história se repete; na campanha eleitoral, os candidatos prometem dedicar atenção aos moradores das Comunidades Rurais, onde há centenas de eleitores; repetidamente nos dias da posse, a chuva não deixa de fazer sua parte e, os moradores, ficam com o atoleiro ou com pontes caídas. Não se nega, os maquinários são encaminhados para realizar serviços, porém, em 2018, de novo, o resultado você vê na foto.

No período seco motoniveladoras trabalham deixando a sensação que a trafegabilidade vai ficar mais fácil, porém, quando volta a chover, o serviço que parecia bem feito é “desmascarado”; o solo das estradas sem cascalho e, muitas vezes sem lombadas para desviar a enxurrada, resulta em atoleiros e, invariavelmente em valetas que torna as condições de vida, da cor azul para cinzenta; à vezes as condições se tornam muito difíceis, gritantes

RECLAMAÇÃO GENERALIZA

Parece que poucas pessoas manifestam satisfação com a qualidade dos serviços que vem recebendo no último quinquênio; quem reside no perímetro urbano reclamam das vias públicas, miseravelmente cheias de buracos; a iluminação pública já causou muito desgosto  e, ainda é ruim, reclama muito. Há quem afirme que a Saúde pública está doente, sem remédio...

Já quem reside nos povoados fora do perímetro urbano, expressa o desejo de, pelo menos,ter estrada que lhes permita ir à cidade e voltar para casa de forma satisfatória, mas essa condição não é fácil de encontrar.

Depois de pagar tantos impostos durante todo o ano, alimentando a máquina arrecadadora das três esferas de governo, pedir o funcionamento de serviços básicos, é pedir demais?.

JUSTIFICATIVAS

Justificativas até que seriam aceitas pelos que se sentem prejudicados, desde que os gestores estivessem enfrentando, ano após ano, estado de calamidade pública, por causa das chuvas; tal situação não parece ser o caso de Araputanga.

OBRAS RUINS CUSTAM CARO

Que ninguém se engane, obra bem feita custa, caro sim! Tais obras, quando projetadas adequadamente resistem às mais severas condições  climáticas, a exemplo das barragens e das pontes de concreto, que se impõe sobre imensidões de água, a perder de vista e, quase nunca apresentam problemas, desde que feitas manutenções regulares.

Talvez obras fajutas, inicialmente, consumam menos dinheiro; mesmo o senso comum entende que tais projetos funcionam bem, na condição de indústria que produz o mesmo objeto, em série, porque onde é construída uma obra cuja qualidade é classificada como ruim, todos os anos será preciso, de alguma forma, refazê-la. Tal serviço ‘porco’, em pouco tempo, torna-se bem mais onerosos quando comparado com uma única obra de boa qualidade e, pior, a sociedade continuará mal servida.

MADEIRA X CONCRETO

As condições das pontes estariam bem diferentes, se cada prefeito que geriu Araputanga, nos últimos vinte e cinco anos, tivesse feito, em seu mandato, pelo menos uma ponte de concreto. Estamos falando sobre obra de boa qualidade, e seguramente não haveriam muitas pontes ameaçando cair ou precisando de amplo reparo, todos os anos.

Os artefatos (pontes) de madeira, além de custar caro, não suportam a demanda do tráfego de caminhões pesados e, colocam em grande perigo nossos pequenos estudantes que, inocentes, e sem escolha, são transportados sobre estruturas de madeiras, muitas vezes, apodrecidas, perigosas.

ARGUMENTOS BANAIS

Dizer ao povo que o tempo da chuva é tempo difícil é chover no molhado; são palavras vazias de sentido, abrindo campo para ironias.

Ficar com a consciência tranquila afirmando que o serviço será feito quando a chuva cessar é fazer piada  com a inteligência do cidadão, para não dizer diretamente que aquele/aquela que  estiver no atoleiro, nele continuará; é sacudir os ombros para a questão.

Reconhecer que tem dinheiro em caixa e não fez o serviço adequado no tempo correto é ignorar a dificuldade do eleitor (cidadão), é não ter piedade ao mais fraco, é não se incomodar com o sofrimento do idoso, do enfermo e da criança que, injustiçada, chora, clamando Justiça aos céus.

DINHEIRO

Sofrer por falta de recursos financeiros é assunto que orbita a esfera dos que estão em condições de pobreza. Porém, nos 183 (cento e oitenta e três dias), decorridos noS meses de junho, julho, agosto, setembro, outubro e novembro do ano passado, os serviços deveriam melhorar, com qualidade de verdade, as estradas para serem postas a serviço, principalmente da população da Zona Rural. 

Se os serviços foram feitos, bem feitos, parabéns! no entanto, se o contrário ocorreu, a afirmação inicial (sofrer) do parágrafo anterior assume outro sentido, porque nos seis meses citados, os cofres públicos de Araputanga receberam R$18.107.458,33 (Dezoito Milhões Cento e Sete Mil, Quatrocentos e Cinquenta e Oito Reais), média diária de R$98.947,86 (Noventa e oito mil, novecentos e quarenta e sete reais) em cada um dos 183 dias do período.

CONCLUSÃO

Se de algum modo, a gestão permite que atoleiros, falta de medicamentos e, falhas nos serviços básicos, causem dor e sofrimento ao povo, enquanto guarda-se dinheiro nos cofres públicos, se tal fato, do campo das hipóteses, for verdade, no próximo período de chuvas, as condições poderão estar ainda piores. É aguardar para ver, como serão as obras.