Artigo
ARAPUTANGA: Canalização do Córrego da Garrucha tem trechos destruídos com enchentes
A
precipitação intensa do dia 06 de fevereiro/2017 deixou marcas que pode custar
muito dinheiro para ser revertida, se providências não forem adotadas de forma
imediata.
Naquele dia,
a chuva formou rapidamente um grande curso de água sobre o Córrego da Garrucha, no trecho canalizado, entre as Avenidas Marechal
Rondon e 23 de Maio.
GARGALO
O gargalo do
sistema é a estreita galeria existente na 23 de Maio, que não é suficiente para
atender à demanda de vazão, represando as águas que chegam violentas até que o
volume obrigue a passar sobre da Avenida, interditando o tráfego e inundando
residências.
PROBLEMA “QUASE
INVISÍVEL”
Até a última grande
chuva (06/02/17), o problema da elevação das águas do Córrego em questão parecia
invisível às autoridades e, só prejudicavam famílias que moram no trecho
inundado por falta de galeria adequada; porém,
como toda moeda tem duas faces,
agora a segunda face de tão perversa moeda, passa a se revelar através
do estrago da parede de concreto da própria canalização do Córrego e, provavelmente
passará a ser motivo de grande degradação e muita “dor de cabeça”, se a gestão
na agir logo.
CANALIZADO O
TRECHO FOI URBANIZADO
Construída no
primeiro mandato do prefeito Airton Português, na segunda metade da década de
1990 o trecho canalizado foi urbanizado, porém, sem manutenção há mais de 15
anos, surgiram com as chuvas de 2017, rompimento em um trecho por infiltrações
no terreno que sustenta o concreto.
O resultado da
falta de manutenção você vê na imagem: queda de parte da obra, que pode se
desmanchar como um castelo de cartas. É preciso considerar que ainda há cerca de quarenta dias de período chuvoso e a
maior cheia, a de São José, ainda está por vir, e pode agravar o quadro do
rompimento das paredes de concreto da canalização.
DEGRADAÇÃO
O vereador
Ilídio da Silva Neto pode ter sido o primeiro a constatar a degradação da
canalização, quando percorria trecho canalizado, visando fazer um balanço e, gravar
entrevista para a Seção “Um Olhar Sobre a Cidade 2017-1”, da Folha de
Araputanga.
A obra não
está ruindo por acaso. As autoridades que governam a cidade e as instâncias que
promovem a devida fiscalização, certamente devem considerar as diversas interferências
no terreno, promovidas por moradores, que fizeram incisões na terra e, no concreto
da canalização, para instalar canos de pvc que ainda hoje (12/02), aparentemente
lançam, indevidamente dejetos, diretamente nas águas do Córrego da Garrucha. Os canos
de PVC estão visíveis ao longo da obra.
As incisões
feitas por moradores criaram sulcos (fendas), no terreno que serviram para
infiltração da água da chuva e consequentemente, podem ter contribuído,
juntamente com as sucessivas cheias e a falta de manutenção, para chegar à
destruição do concreto visível ao longo da obra.
Se a ação dos
gestores, para reparação do sistema, ocorrer em breve, talvez ainda haja tempo
de restaurar o trecho destruído.

