carregando
logo

Artigo

REVIRAVOLTA: Município de Araputanga volta contratar serviços médico-hospitalares junto ao Hospital Geral

access_time chat_bubble_outlineCidades
FONTE

 Está em vigor desde hoje (01/03) o contrato estabelecido entre o Município de Araputanga e o Hospital Geral e Maternidade Araputanga, para prestação de serviços médico-hospitalar no valor de R$1.800.000,00 (um milhão e oitocentos mil reais), até 31/12/2016.

ENCERRAMENTO DO P.A.

O gestor municipal mandou publicar, através do Portal do Município na web, o encerramento do contrato de gestão com o Pronto Atendimento (P.A), sendo ontem (29/02) o último dia em que o PA realizou atendimentos. Para continuidade nos atendimentos que requererem atendimento médico-hospitalar, o gestor decidiu retornar os serviços ao Hospital Geral e Maternidade da cidade.

REFORMA

Ao encerrar o atendimento no PA, o `Chefe do Executivo informou no mesmo comunicado público que “serão retomadas as obras de reforma do prédio” onde funcionou o Pronto Atendimento e, após as obras prometeu implantar o Centro de Especialidade Médicas (CEM).

FRACASSO ANUNCIADO

Matéria publicada pela Folha de Araputanga em 06/03/2013 anunciava a criação do Pronto Atendimento e seus possíveis custos. À época, a publicação já apontava  que os custos do P.A. seriam maiores que os custos do convênio estabelecidos com a unidade hospitalar privada.

Os gestores da ideia de fazer o P.A. funcionar podem estar contabilizando o fracasso do projeto, tendo em vista que o fechamento da unidade e o restabelecimento do convênio com o Hospital particular é a confissão pública que o projeto não deu certo e custou muito.

PROBLEMAS

Embora o atendimento ocorresse 24 horas, em poucos dias de funcionamento o Pronto Atendimento revelou problemas que se tornaram insolúveis para população. Se haviam outras questões como o custo com ambulâncias para o transporte dos pacientes para receber atendimento no polo regional, o calcanhar de Aquiles do órgão teria sido a falta de condições para atender às parturientes.

Tal falha levou o Município a zerar o número de nascimento de bebês em solo araputanguense, daquelas mães que dependiam do atendimento do SUS; no período só nasceram em Araputanga os bebês, cujas famílias puderam pagar os custos do parto.

ECONOMIZOU MESMO?

No dia 12 de janeiro de 2015 um emissário do Município anunciava através de publicação em Jornal eletrônico, que Araputanga estava economizando noventa mil reais mensais, a partir da implantação do Pronto Atendimento Municipal; 414 dias depois, em 29/02/2016 o Pronto atendimento, cujos custos “economizavam” para os cofres municipais, estranhamente teve suas atividades e contrato encerrados.