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ENTREVISTA: Ex-vereador declara que promoveu reunião porque Araputanga está sem comando e o clamor do povo é grande

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No dia 14 de janeiro/16 o ex-vereador Ilídio convidou algumas pessoas para reunir e tratar questões relacionadas á política de Araputanga.  A reunião encontrou ampla repercussão entre os diversos extratos da sociedade araputanguense e, por essa razão, a reportagem da Folha decidiu ouvir o anfitrião da reunião.  OUÇA A ENTREVISTA AQUI.

FOLHA  - Uma reunião agora, por quê? R – Primeiramente eu quero agradecer a toda sociedade que compareceu em minha casa, quero agradecer a todos da imprensa que compareceu e, primeiramente agradecer à Deus que me deu fôlego de vida. Promovi a reunião porque a cidade está sem comando e, o clamor da cidade é muito alto e achei por bem convidar alguns amigos, trocar ideia e fizemos a reunião que acreditávamos ser uma reuniãozinha pequenina  e deu um resultado muito grande, por isso eu só tenho que agradecer à Deus e à toda população.   

FOLHA - Do jeito que se apresente, Araputanga é vista como uma cidade sem comando? 

R – Sim... a cidade nossa não tem comando; se tivesse comando, há três anos que esses políticos pegaram a cidade sem dívida, com maquinário, ônibus novo, “tudo zero” a cidade estava redondinha; eles deviam pelo menos conservar. Mas juntaram todo mundo e destruiu Araputanga, então ficou sem rumo. 

FOLHA – É possível identificar o que está “acabando” com Araputanga?   

R – Corrupção; corrupção hoje acaba com o lar, com a família, com a sociedade, com empresa, acaba com tudo. É um mal que se chama demônio, é a corrupção. 

FOLHA – Então é uma etapa triste que a cidade vive? 

R – Sim. Araputanga tem que pedir à Deus, olhar, na hora que for votar nos próximos candidatos, seja lá quem for, olhar o passado dele, olhar se ele já defendeu o município alguma vez, se já “vestiu a camisa” de Araputanga... porque prometer, todo mundo promete, mas cumprir jamais... vê o que aconteceu com a cidade! Tanta promessa e acabou em nada. 

FOLHA -  A maioria concorda que Araputanga está no fundo do poço, a cidade, o Município, ainda tem jeito? 

R – Sim. Pra tudo tem um jeito. Você sabe que a primeira vez em que fui eleito (vereador), nós pegamos uma cidade complicada; não tinha maquinário, não tinha nada e, nós conseguimos dar a volta por cima. Eu fiz parte desse grupo (que deu a volta por cima). Hoje está mais fácil conduzir Araputanga do que naquela época, porque tem maquinário, tem tudo, com pouco dinheiro resolve tudo. O que está faltando é administração e respeito pelo dinheiro público; só isso. 

FOLHA - Se não fosse a decisão do Juiz que atendeu ao promotor e afastou o prefeito, a situação poderia estar pior?   

R – Olha gente, eu quero falar à população de Araputanga. Vamos orar à Deus pelo Juiz e pelo Promotor, porque eles foram a solução de Araputanga, porque se fosse depender de político, todos eles estão comprometidos com o erro; por que não fiscalizou, por que não corrigiu. Tião, olha bem,  um vereador hoje custa mensalmente para o município mais de R$11.000,00 (onze mil reais). É tão fácil, é só pegar a arrecadação anual e dividir entre onze vereadores;  tudo que ocorre na Câmara, pagar mordomia, diária para passear em Cuiabá, porque até agora só foram passear, porque não fez nada pelo povo de Araputanga... me apresenta? Não tem! Então quer dizer que esse povo tinha que respeitar esse dinheiro que eles estão gastando do Município e, (com tanto dinheiro à disposição), não aconteceu nada... então falta é coragem de enfrentar a verdade. 

FOLHA – Na sua opinião, então, os vereadores podem impedir que um prefeito leve a cidade para o fundo do poço, como Araputanga está? 

R – Se tivesse vereador resolvia. Mas como não tem ninguém que levanta a voz a favor de Araputanga, então, aconteceu o que aconteceu! Vereador é a potência, vereador é o que resolve o problema do município, ele é quem autoriza. Ele tem direito de entrar em qualquer parte dentro do Município, executar a “sinceridade” e ir contra as coisas erradas; eu fazia (ficava contra as coisas erradas), o doido do momento era eu e, nunca achei barreira que eu não enfrentasse. Quantos secretários que eu arranquei? Quantos prefeitos que eu coloquei no paredão... e saí livre sem nenhum processo, nada, porque você procurando pela verdade, você chega lá na frente. 

FOLHA – Ilídio, uma campanha percorre as redes sociais afirmando que o povo é inteligente e não pode reeleger quem demonstrou que não fiscaliza, como deveria. Você concorda com essa campanha? 

R – É claro! O povo de Araputanga é inteligente. O povo de Araputanga é povo sábio, é um povo que sabe tudo escolher e, é importante o povo de Araputanga entender que esse povo (que está no poder), não pode voltar mais ninguém. Tem que passar uma borracha no nome desse povo. Até eu quero avisar para algum vereador candidato do lado de lá, porque tem uns candidatos bons para vereador aí, para não ficar envolvido com os atuais vereadores, porque vai morrer na praia, porque o povo vai dar o troco agora. 

FOLHA -  As pessoas boas., aquelas que querem a retomada do progresso precisam se organizar? 

R – Claro que sim. Se nós não nos organizarmos, o nosso adversário, as nossas coisas ruins vão se organizar e vai atacar nós. Se nós não nos prepararmos, nós vamos perder para o adversário. 

FOLHA - Existem exemplo que demonstram que organizado em grupos os bons fazem o progresso aparecer? 

R – Sim. É coisa simples. Olha vou começar do passado, porque eu tenho 45 anos de Araputanga; então vou dar um exemplo para o povo de Araputanga entende o que que é grupo.  Quando o padre Celso (Monsenhor), chegou aqui, no "Rabo da Gata", ele montou uma maquininha, trouxe uns caminhões, montou a Cooperativa, hoje é uma potência em nossa cidade, montou a Faculdade, eu fiz parte do grupo. Nós montamos a Apae, era parte de um grupo, as Igrejas que eu ajudei também... a Igreja Assembleia de Deus... foi um grupinho de nada (que trabalhava junto), mas só que tem uma coisa, não tinha corrupção, deu tudo certo. Mas onde tem a corrupção só dá coisa errada, por isso temos que nos unir e nos organizar. 

FOLHA -   Voltemos ao assunto da reunião, para perguntar: houve uma reunião, haverá outras? 

R – É claro! No início de fevereiro, tem uma reunião pesada, porque o povo está clamando reunião agora, o povo quer aglomerar. E eu convido toda sociedade para aglomerar conosco. Aqueles que amam Araputanga, aquele que tem seus bens em Araputanga, aqueles que têm seu lote, que paga seu IPTU, que tem seu emprego em Araputanga. 

Araputanga já foi destacada como a melhor cidade; hoje você chega em Mirassol, em Quatro Marcos e fica com vergonha de Araputanga! Vamos unir a nós, porque eu amo Araputanga, você ama... com 45 anos de Araputanga, eu não vou sair daqui, mas eu quero ver Araputanga no caminho certo e, trilhar o rumo certo, que é o rumo da Democracia, da simplicidade, da honestidade, do trabalho e do progresso. 

FOLHA – Você acompanhou a entrevista com o ex-vereador Ilídio da Silva Neto, idealizador do Jornal Folha de Araputanga.  Ilídio, obrigado. 

R – Olha, eu quero dizer à população que esse jornal Folha de Araputanga é pela verdade  (fatos), é um jornal independente sem vínculo com os políticos, aqui político não manda, manda a verdade, doa onde doer... é doído? E, mas fala a verdade, porque a Bíblia fala “sim, sim, não, não”.

Eu quero convidar a população de Araputanga, vamos por os políticos nas mão se Deus, (os próximos candidatos), para que Deus ilumina Araputanga, para que não erre outra vez. Vamos pedir a direção de Deus; cada um dobre seu joelho na terra, ora à Deus, porque sem Deus nós não temos vitória. 

FOLHA - Nos últimos dias de 2014 e logo no início de 2015 o ex-vereador Ilídio da Silva Neto,  convocou o povo para cobrar dos políticos eleitos, que deixaram a cidade às escuras, abandonada, sem perspectivas de progresso e, não prestaram contas de forma clara sobre como aplicaram os recursos públicos. 

Aos poucos surgiram homens e mulheres a se perguntar: cadê o dinheiro que estava aqui; a manifestação ganhou ruas, câmara Municipal e acuou políticos que se viram diante da distribuição de pizzas. 

Os ânimos só se acalmaram depois que a Justiça afastou da função, o prefeito de Araputanga e bloqueou bens, porém, parte da população continua com sentimento de desconfiança porque a gestão pode terminar sem os políticos dizer o que vieram fazer no poder.

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