Artigo
ARAPUTANGA: Escavadeira hidráulica teve areia inserida no motor
Uma escavadeira hidráulica, Komatsu PC 200, de propriedade do Município de Araputanga, em bom estado de conservação, porque é “nova” está parada próximo à estrada que leva ao aeroporto da cidade.
AREIA NO MOTOR
O assunto “areia no motor” circulou na sexta-feira, dia dois de outubro. Sob a condição de anonimato, a reportagem da Folha ouviu alguns servidores que garantem: alguém inseriu areia no compartimento de óleo do motor da escaveira hidráulica que, agora, jaz ao sol. A escavadeira está parada na pista de motocross de Araputanga.
O prefeito Paulo Abrão, confirmou à Redação da Folha que a escavadeira estava no local, desde segunda-feira dia 28 de setembro, retirando terra para fazer aterro na Casa Mortuária, em construção.
BESTAS PROPOSITAIS
Ao comparecer no local, a reportagem encontrou dois jovens que se disseram indignados com o ocorrido. Em tempos de rede social e WhatsApp as notícias se espalham em velocidade espantosa. O choque que tal notícia produz nos munícipes faz populares classificar o ato como bestialidade daqueles que não querem a retomada da ordem no município.
PERITOS
A reportagem apurou que o ato de sabotagem foi registrado em Boletim de Ocorrência junto à Polícia. O prefeito garantiu à Folha que chamou peritos da Polícia e do fabricante da Komatsu para que ele, na condição de gestor, passe a conhecer o tamanho do estrago feito no motor da máquina.
Em conversa com o prefeito ele asseverou: "Pegamos a prefeitura afundada em dívidas e tendo que patrolar e cascalhar as estradas da zona rural, antes do início das chuvas; é lamentável ver um cidadão fazer isso com patrimônio público, por motivos políticos, prejudicando a população, principalmente a zona rural”.
MELHOR PREVENIR
Areia no compartimento de óleo do motor é por demais grave. Conhecendo todo o imbróglio que paira sobre o Poder Executivo Municipal, talvez o crime contra o patrimônio público possa ser do interesse e investigação de todos os onze vereadores na Câmara Municipal.
Entre as muitas questões que podem ser levantadas estão:
1 – Há quanto tempo a máquina estava parada no local?
2 – Ao final do dia, se o trabalho iniciado com a máquina não terminou, por que a máquina não é levada de volta para o pátio da Secretaria de obras, onde deve haver alguma forma de segurança?
3 - Quais formas de segurança patrimonial foram adotadas para proteger o bem público que fica fora da sede da Secretaria?
4 - Quais providências estão sendo adotadas para que outras máquinas, caminhões e veículos não passem a ter o compartimento de óleo preenchidos com areia?
SEGURANÇA NA CAPTAÇÃO DE ÁGUA
5 – Na captação de água, junto ao Ribeirão das Pitas, existe segurança que guarde o local, a fim de proteger o quadro de energia e bomba d' água?
6 – Já que alguém encontrou facilidade para colocar areia no compartimento do motor de uma máquina que estava distante do pátio de obras, o local onde a água é captada para distribuir à população, não passa pelo risco de envenenamento, se não houver guarda patrimonial?
Essas questões podem sim, ser objeto de preocupação da gestão pública. Elas podem e devem ser alvo de preocupação dos legisladores.
Na Casa Legislativa, o vereador Pedro Jerônimo de Souza é um dos nomes que, certamente pode contribuir muito para a prevenção de problemas futuros, no caso do patrimônio público, tendo em vista que ele exerceu o cargo de Secretário de Obras, na gestão do prefeito afastado e, em outras ocasiões. Pedro Bigode, como é popularmente chamado, conhece por dentro o funcionamento da Secretaria de Obras.

