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ARAPUTANGA: Iluminação pública caótica é objeto de Inquérito Civil na promotoria de Justiça

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FONTE

A partir da liminar da Justiça que afastou do cargo, o prefeito Sindey Salomé, por 180 dias, para investigar sua administração, a sensação do cidadão araputanguense é que o grupo político que assumiu o poder em janeiro/2013 deixou arrasadas, as finanças da Prefeitura.

Pela primeira vez na história política de Araputanga, foi preciso a Justiça intervir e afastar o prefeito, acusado, juntamente com ex-secretários de finanças e administração, de comandar um esquema de fraudes licitatórias utilizando-se de empresa de fachada.

DESAFIO ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO

Boa parte do povo clama, reclama e implora por providências. Muitos desses são os mesmos que depositaram o voto de esperança em dias melhores, na chapa que elegeu Salomé e o grupo de vereadores que lhes deu sustentação por 32 meses. O prefeito em exercício Paulo Abrão, já enfrenta muitos desafios financeiros e administrativos para colocar a casa em ordem e, tudo indica que não será tarefa fácil.

VELHO DITADO

A jocosa expressão “De dia falta água de noite falta luz”, muito usada em Araputanga na década de 1980, está materializada na cidade, onde acentuou a falta d’ água nas torneiras e a iluminação pública tornou-se caótica.  Há quem reze para chover, para coletar água, caída dos céus.

AFRONTA

O representante do Ministério Público recém empossado tomou conhecimento da questão. No dia 02 de setembro, instaurou inquérito civil, através da Portaria nº 32/2015  para apurar a carência e ausência da iluminação pública que coloca em risco a qualidade de vida e segurança da população; trata-se de uma afronta aos direitos do consumidor, que paga, e não recebe adequadamente o serviço público.

GESTORES COBRADOS

Requisitado, o prefeito municipal se vê obrigado a informar à promotoria, se há algum programa, medida ou ação pública em curso, visando sanar a anomalia da iluminação pública em diversos pontos da cidade.

O presidente da Câmara também recebe ofício da promotoria, dando ciência da instauração do Inquérito Civil.  O chefe do Legislativo terá que informar se existe normativa municipal a respeito da iluminação pública na cidade. É justamente no Legislativo, onde o cidadão espera que os vereadores promovam o bem geral do povo araputanguense. A final, se o Legislativo não fiscaliza, para que serve?

O Secretário de Administração, também está sendo cobrado a informar os valores arrecadados mensalmente, pelo Município, com a cobrança da taxa de iluminação pública na cidade.

Há informações ainda não confirmadas com a Concessionária de energia, que o município receba mensalmente, pouco mais de R$30 mil reais mensais, para manutenção da iluminação dos logradouros públicos.  

DÍVIDA COM PRESTADOR DE SERVIÇO

No dia 15 de setembro a reportagem da Folha esteve no gabinete do prefeito Paulo Abrão. Na ocasião ele disse que a Prefeitura deve mais de R$ 80 mil reais para certo prestador de serviços que faz manutenção da iluminação nas ruas e avenidas da cidade. Ele não citou o nome da empresa que tem os créditos a receber.