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PROFETIZOU? Caos político foi previsto pelo ex-vereador Ilídio
No período de campanha, em 2012, o então candidato a vereador, Ilídio da Silva Neto alertava os eleitores sobre o que poderia acontecer se certos candidatos chegassem ao Poder Executivo: “Eles não vão dar conta de governar e, só governarão segurado nas mãos de advogados”. O resultado desse alerta está sendo colhido pelo povo e, é ainda pior do que aquilo que Ilídio alertava.
DEDO NA FERIDA
Mesmo de longe, o ex-vereador está acompanhando o desfecho da aventura política onde o povo de Araputanga embarcou. Por telefone, durante a noite o redator da Folha conversou com Ilídio, que está nos Estados Unidos.
Como sempre, sem meias palavras ele colocou o dedo na ferida perguntando: CPI agora? Depois que a Justiça já deu seu parecer? Por que os vereadores não fizeram seu papel nos 32 meses que Sidney estava no comando da Prefeitura? Agora com a “onça morta” é fácil acompanhar a oposição e assinar o pedido de investigação, para não ficar mal com o povo; e sentenciou: isso é uma vergonha para os vereadores.
BONECO
Desde o início do mandato, a Folha adotou cautela para conhecer o modelo de Gestão que seria adotado pelos então novos mandatários do Executivo. Preterido nas eleições, o ex-vereador saiu de cena e houve festa com boneco em homenagem à sua derrota. A iniciativa regada à cerveja e churrasco ainda está na memória de alguns, dentre os que acreditavam nos “novos” políticos, que assumiam a cadeira.
2015 SOMBRIO
Ao gravar entrevista para Seção “Um olhar sobre a cidade”, em dezembro/2014, Ilídio já havia percebido que, na política araputanguense, a casa cairia; criticando a escolha que o povo fez. Diante do desastre iminente, ao final de sua fala, ele deixou a frase “Parabéns povo de Araputanga”.
Em vista da falta de iniciativa frente a falta de comando que já era visível desde o final do ano, Ilídio pediu ao povo que mobilizasse, que cobrasse os políticos da cidade. Ele deu o exemplo protocolizando documento na Prefeitura exigindo prestação de contas com o dinheiro obtido nas festas de carnaval em 2013, 2014 e, 2015. O silêncio foi a resposta que o levou a denunciar o Executivo no Ministério Público.
Em 29 de junho, o ex-vereador disse em nova entrevista (OUÇA AQUI) que tinha que arrancar o prefeito do poder, porque não havia prestação de contas e, a situação financeira da Prefeitura estaria como uma bola de neve.
Parece que o entrevistado profetizou as supostas denúncias de desvios que estamos a ouvir das autoridades do Ministério Público e do Judiciário. Não reeleger os atuais vereadores ainda é uma sentença que está nas do povo para os próximos 365 dias. Errar de novo será consequência certa para os próximos anos.

