O calor escaldante e o consequente aumento no consumo de água, está deixando a população de Araputanga desesperada, porque o número de litros do líquido distribuído, não vem sendo suficiente para abastecer a população.
A insistente falta d’ água nas torneiras da cidade de Araputanga fez “transbordar a ira” de uma cidadã ontem (20). Trata-se da Senhora Silvia Bento de Melo que, como centenas de outras pessoas, estão gritando S.O.S. - OUÇA AQUI A ENTREVISTA
CARTA AO MPE
Sentindo-se prejudicada sem ser atendida pelo abastecimento regular e sem conseguir caminhão pipa, a mulher escreveu uma carta e protocolizou no Ministério Público de Araputanga. No documento Silvia relatou as tentativas que já fez, para obter água potável junto ao SMAE, sem conseguir êxito.
No documento encaminhado ao Promotor ela informa que reside no Bairro São Francisco, onde, segundo a consumidora, há cinco dias sua caixa d’ água está vazia.
O relato está recheado das mesmas reclamações que populares comentam entre si na cidade: a distribuição é falha e, não frequente; quando a água é direcionada e chega à sua residência, nem sempre é suficiente para encher o reservatório (caixa d’ água).
DESESPERO
O documento descreve uma situação de verdadeiro desespero. No texto da carta está escrito textualmente “Estamos no limite e, os reflexos do desprezo público são inúmeros”.
Com o documento já protocolizado no MPE, Sílvia procurou um repórter a serviço da Folha de Araputanga. Ela revelou que já passou até dez dias sem receber água. Disse ainda que na última segunda-feira, recebeu um pouco de água, mas o reservatório (caixa), não chegou nem até ao meio. OUÇA AQUI A ENTREVISTA.
No endereço de Sílvia, ela diz que não se tem mais condições para banho; uniformes escolares, de trabalho e outras roupas, todas estão sujas. Ao ler o documento o promotor certamente se deparou com o relato do banheiro imundo, com cheiro insuportável e, sujeira interna da casa como algo perturbante.
Na continuidade do documento, o relato tenebroso que a falta d’ água faz surgir, leva à carência geral de limpezal, com vasilhas acumuladas sem ter como lavá-las e, entre outros problemas, os animais de estimação e seus ambientes todos carentes de limpeza.
SITUAÇÃO CRÍTICA
Na Promotoria, o documento foi protocolizado sob o número 720/2015. A denunciante encaminhou à Redação da Folha o documento entregue ao Promotor. Em entrevista, a cidadã declarou que essa é a segunda vez que foi à Promotoria reclamar do mesmo assunto. Sem citar o responsável, Sílvia disse que a condição dos consumidores que estão sem o devido abastecimento, é crítica e pede que o gestor público seja responsabilizado a fim de restabelecer o fornecimento regular do precioso líquido nas torneiras dos consumidores.