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ARAPUTANGA: Ex-servidor público municipal morto em confronto com a PM de Rondônia.

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FONTE

 Há cerca de uma década desaparecido de Araputanga, Lorivaldo Pereira de Oliveira, de 33 anos, vulgo “Neguinho Mato Grosso” morreu durante um confronto com o Núcleo de Inteligência da Polícia Militar de Machadinho e uma guarnição da Policia Ambiental, próximo ao local onde havia morrido 3 outros foragidos no confronto com a PM na última sexta-feira (21).

A informação é do site de notícias Rondoniaaovivo que publicou matéria apontando que “Neguinho Mato Grosso” foi alvejado no confronto com a polícia. A matéria informa que o ele chegou a ser socorrido ao Hospital Municipal de Machadinho D’oeste, mas, não resistiu, falecendo durante o trajeto.

“Neguinho Mato Grosso” ficou famoso após ser preso no dia 20 de outubro de 2012 no Distrito de Realidade – AM pela Polícia Civil de Ariquemes – RO portando uma pistola calibre 380 e uma habilitação falsa. A imprensa o aponta como um dos mais perigosos que empreendeu fuga.

Contra o agora falecido “Neguinho Mato Grosso” pesa a acusação da execução e, ocultação dos corpos do casal Agnaldo da Silva Gonzales, 42 anos e Gleiciane Amaral Teotônio, 26 anos e o filho do casal Mateus Gonzales, de apenas 05 anos. A família foi vista pela última vez no sítio onde moravam na Linha C-25, distante 15 Km do município de Monte Negro-RO.

“Neguinho Mato Grosso” também é acusado de executar a tiros o vereador Jeferson Gomes David (PIPI-PHS) no dia 13 de Novembro de 2009 em uma lanchonete no centro do município de Alto Paraíso - RO.

EM ARAPUTANGA

No município de Araputanga, Lorivaldo Pereira de Oliveira,  vulgo “Neguinho Mato Grosso” deixou suas marcas boas e ruins. A reportagem da Folha de Araputanga ouviu uma pessoa que conheceu Lorivaldo Pereira de Oliveira, quando ele trabalhou como funcionário público municipal.  A fonte que pediu para não ter o seu nome revelado disse que àquela época, antes de enveredar pelo submundo do crime e, se tornar o “Neguinho Mato Grosso”, Lorivaldo P. de Oliveira era apenas um menino pobre, esforçado e, trabalhador. Duas professoras que trabalharam com Oliveira, quando ainda era menino, confirmam o relato da fonte consultada pela reportagem: "Ele era tímido e muito carinhoso", escreveram as professoras em uma rede social.

No serviço público ele teria iniciado através de contrato na época do Programa PROFICA, como Office Boy. A posteriori passou em concurso público e atuou como auxiliar, no departamento de Contabilidade da Prefeitura de Araputanga.

Antes de deixar o serviço público, Lorivaldo era suspeito de ter praticado um assalto em uma propriedade. À época circulou a informação que ele teria se utilizado de uma espingarda.

PROCURADO

Durante as investigações sobre o desaparecimento da família Gonzales a Polícia Civil acabou por descobrir a existência de um mandado de prisão em desfavor de Lorivaldo Pereira expedido no dia 12 de Janeiro de 2006 pela Comarca de Araputanga-MT, cidade natal de Lorivaldo, onde trabalhava na Prefeitura Municipal.

Segundo o SEVIC da 3ª Delegacia de Polícia Civil de Ariquemes o mandado é referente a outro homicídio em que Lorivaldo é acusado de ser o autor, sendo que na época havia subido Apra 7 o número de homicídios que Lorivaldo é suspeito de ter cometido. O acusado foi flagrado pelas câmeras do Cartório tentando transferir os bens da família Gonzales após o sumiço dos mesmos.

Fonte: Rondoniaaovivo/Folhadearaputanga