Competidores do atletismo de Araputanga não alcançaram classificação na competição realizada neste domingo (09), em Timbó-SC e estão fora do Sul-Americano de Cross, no próximo dia 23, em Assunção, no Paraguai.
Na competição realizada hoje, o nome da APADA não figurou entre as primeiras colocações como o esperado. Não tendo apoio oficial, a equipe de Araputanga viajou sem o técnico Nelson Ramos de Oliveira (o Nelsinho), por falta de dinheiro para pagamento das despesas (passagens), na competição.
Na sexta-feira (07), Nelsinho concedeu entrevista à Folha de Araputanga manifestando sua tristeza e indignação ao não receber respaldo do projeto entregue aos responsáveis para financiar os custos da competição. Nelsinho reclamou pelo fato de ter sido tratado como amador, logo ele, que vem descobrindo, treinando e, revelando campeões no atletismo araputanguense, há quase duas décadas. Veja aqui o vídeo.
A entrevista foi concedida à reportagem da Folha, na pista do Estádio Márcio Mendes de Oliveira. O técnico estava acompanhado da equipe de seis atltetas que fez instensa preparação por quase três meses. Na rede social Facebook membros da equipe postaram que “Enfrentaram sol e chuva, domingos e feriados, montaram barraca no Reveillon”, entre outras iniciativas para arrecadar dinheiro a fim de arcar com algumas despesa no campeonato brasileiro. Porém, tudo estava fadado ao fracasso porque o atletismo encontrou obstáculo no último dia que teria para comprar todas as passagens e viajar juntos para competir em nível nacional.
Apesar dos entraves, o atleta Guilherme Lupércio viajou com a então campeã Nathália Ramalho com passagens custeadas pela vereadora Stellamaris Otenio. O ténico Nelsinho abriu mão da viagem para que houvesse possibilidade de ambos atletas competir. Além do treinador, outros quatro atletas ficaram de fora da competição porque não houveram recursos disponíveis para pagamento das passagens.
Sem a presença do técnico em Timbó, Nathália Ramalho participou da competição no horário vespertino. As primeiras informações obtidas são que ela liderava nos primeiros cinco quilômetros quando ficou fora da prova ao sofrer um desmaio. A atleta araputanguense foi atendida na enfermaria do Cross Country de Timbó e precisou tomar soro. No momento (21h00min), segundo informação obtida pela reportagem, ela está bem.
Na competição realizada no final da tarde, o segundo atleta de Araputanga, Lupércio Guilherme, correu com o número 45 e completou a prova, porém alcançou apenas a 14ª colocação. Guilherme também sentiu-se mal durante a competição.
CHANCE PEQUENA
Os competidores de Araputanga tinham pouca chance para estar bem colocados na competição. Primeiro eles enfrentaram o desgaste emocional ao perceber a equipe que treinou por quase três meses, fragmentada por falta de recursos financeiros. Soma-se a esse estresse o desafio de conseguir um patrocinador que aceitasse, de última hora, pagar as passagens.
Os atletas araputanguenses ainda empreenderam o desafio de competir sem a presença do orientador técnico e viajaram por volta das 03h00min da madrugada de hoje (09) chegando ao local da competição cerca de uma hora da tarde de hoje. Tratados como “amadores”, sem dúvida o cansaço interferiu no potencial dos competidores da antiga Gleba Paixão.
STELLAMARIS APOIOU
Sem classificação, desta vez o nome de Araputanga fica fora do destaque do atletismo nacional. Só resta o consolo de saber que dois importantes nomes do atletismo araputanguense puderam comparecer na competição de Cross Country em Timbó-SC. Como o município de Araputanga não financiou as despesas de translado para competição, na nora H a vereadora Stellamaris Otenio foi a mão amiga que estendeu em favor do atletas. Não fosse a disponibilidade da vereadora, que durante a campanha prometeu apoiar também o desporto, a equipe sequer teria saído das fronteiras do município para competição.
FORA DO SUL-AMERICANO
Nas postagens das redes sociais fica claro que atletas e o técnico fizeram sua parte. As causas da falta de apoio à equipe já começam a ser pagas na exclusão de outras esferas da competição, quais sejam, o Sul-Americano no Parguai e a possíbilidade de classificação para competição no Mundial nos E.U.A, lugares de significação onde o nome Araputanga podia, pelo menos figurar, entre aquelas cidades cujos políticos investem nos atletas para que, uma vez colocado seu potencial em evidência, o nome da cidade, também, ganhe destaque.