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ARAPUTANGA: Água continua a jorrar de cavalete inundando residência

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Uma moradora está praticamente “expulsa” de casa porque o cavalete da rede de água que abastece a casa se rompeu  e inundou o lote.  

Trata-se da Senhora Nilda Conceição Félix que reside à Rua Arthur Bernardes na região de baixada, próximo à área verde; sua residência fica de frente para o Córrego do Bacuri. Ela que mora no local há mais de uma década, reclama que o problema ocorre desde segunda-feira, dia 06 de janeiro.

A umidade dificulta a vida da proprietária, por essa razão, pela manhã, ela chamou a vizinha para confirmar se o lote estava alagado. Por telefone ela contou à reportagem que tem a visão prejudicada por catarata e, hoje (11), está gripada e sentindo dores nas pernas. A causa da dor nas pernas seria, segundo ela, em razão da umidade que tomou conta do seu lote e casa.

ENDEREÇO É “PERSEGUIDO”

Todas as residências no local estão na região de baixada (úmida por natureza).  A proprietária do endereço inundado não estava em casa. Uma vizinha de dona Nilda acompanhou a reportagem e informou que quando chove a rua se torna um rio que invade as casas.

Para dona Nilda Conceição Félix, o rio é de água limpa e vem da tubulação de PVC ligada à rede do DAE.  O vazamento já fora objeto de outra reportagem da Folha. Ontem, telefonamos para proprietária que informou que o encanador público esteve no local e resolveu o vazamento, porém, hoje,  estourou novamente o cavalete.

O cavalete é o instrumento que abriga o relógio medidor de consumo da residência. O artefato está instalado na parte interna do lote, dentro do perímetro murado.

Dona Nilda, com 62 anos de idade, tem três filhos que moram em Tangará da Serra.  Embora more sozinha, ela tem uma filha que já é casada e reside no bairro Cidade Alta. Na manhã de hoje ela estava fazendo serviço de limpeza em uma residência.  A rua Arthur Bernardes tem uma valeta que atravessa a rua e está “canalizando” a água derramada do cano do DAE para a área verde. Essa valeta foi cavada pela própria moradora para esvaziar a inundação quando cai a chuva.

De cardo com a moradora, a última grande chuva que caiu em Araputanga, no dia 17 de dezembro alagou até a cozinha de sua casa.