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FORA DA DIMENSÃO? Passagem sobre manilhas foi levada pela enxurrada nas Botas.

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A chuva torrencial que caiu sobre Araputanga, na tarde de terça-feira, dia 17 de dezembro precipitou também sobre a Comunidade das Botas.

Embora o índice pluviométrico venha dando sinais que os administradores público devem caprichar mais nas obras sobre os córregos e rios, parece que só os usuários das pontes e passagens sobre tubulações e manilhamentos percebem essa nova realidade, que fica bem visível depois de uma chuva com intensidade acima da média. Veja fotos aqui.

Durante o dia 17 servidores da Prefeitura Municipal fizeram serviço sobre o córrego, colocando manilhas e terra. Ocorre que, com a terra recém colocada e, com restos de taboa, pedaços de madeira e algum entulho que rodou com a correnteza da água da chuva, a antiga boca da manilha ficou entupida e, com o grande volume d' água o novo serviço não suportou, a água represada rompeu com o “dique” levando tudo.

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Embora o curso d’ água seja pequeno, tudo indica que as manilhas não foram adequadamente dimensionadas e o novo volume formado pela chuva levou manilhas e aterro rio abaixo interditando temporariamente  o trecho localizado na saída das Botas para Reserva do Cabaçal.

A vida dos moradores ficou mais difícil. Transeuntes que trafegavam pelo local, agora interditado, precisam optar por outros caminhos: entrar à direita pelo Assentamento Floresta no Cem Alqueires e sair em frente à propriedade do Senhor Marcelino ou, passar pela antiga estrada que não deveria estar funcionando mais, dentro da propriedade do Senhor Lazarino. Há ainda outro caminho que passa em frente ao Ozeas e sai na Comunidade da Prata.

OUTRAS PONTES

A ponte do Ribeirão das Pitas, próximo a Farinópolis foi reformada há cerca de dois anos e meio. Passou de R$100 mil o investimento de dinheiro público na obra. Como os interessados não fiscalizaram a obra foi entregue ao Governo do Estado e já está precisando que a construção seja feita novamente.

Enquanto o governo não  demonstra sensibilidade e preocupação verdadeira com as pessoas que por ali transitam, existe um desvio que "engana" e vai ficando para o futuro a construção da passagem.  Nos dias de chuva, motoristas se arriscam passando sobre a velha ponte que ameaça desabar a qualquer momento. O local pode ser uma armadilha pronta para se transformar em tragédia se um ônibus com alunos cair no leito do rio.

Os homens gerem a coisa pública no Estado e no município têm que começar a pensar em investir em pontes de concreto. Se fossem somados os valores investidos em pontes  de madeira, na estrada entre Araputanga e Botas, nos últimos 20 anos, certamente o montante seria suficente para que todas as passagens sobre nossos córregos e rios fossem construídos em concreto. O eleitor e o contribuinte exige que os serviços tenham qualidade, além, é lógico de preços adequados.