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CINZAS: Antiga sede da Casemat arde em chamas em Araputanga

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Moradores do Bairro Cidade Alta foram os primeiros a “soar o alarme”: A Casemat foi incendiada (de novo). Por enquanto as suspeitas são de que o incêndio seja criminoso, mas, não há suspeitos.

Há apenas relatos que um grupo de adolescentes estiveram no local durante a tarde.

O incêndio consome o antigo prédio que um dia de  fato foi a CASEMAT em Araputanga. Segundo populares, o fogo se alastrou por volta de 20h de hoje (09). O lugar é anexo ao terreno onde está o Recinto de Festa do Peão da cidade.

A chama que eleva a fumaça tóxica é alimentada por um combustível, no mínimo, curioso: milhares de pneus (informações extraoficial indica cerca de cinco mil pneus) recolhidos das borracharias há cerca de dois anos (ou mais) e, “estrategicamente” guardados na instalação construída em alvenaria, no km 01 da MT-175 na saída de Araputanga para Reserva do Cabaçal-MT. Não há perigo do incêndio se alastrar. Veja fotos aqui.

Há cerca três anos e meio, o mesmo prédio público fora depósito de lixo para aquilo que deveria ser a coleta seletiva.

Além da reportagem da Folha de Araputanga, que chegou cerca de quarenta minutos após o início do fogo, dezenas de pessoas queriam informações que explicassem a razão que alguém possa ter colocado a enorme instalação em combustão.

A coluna de fumaça perigosa e tóxica propaga e toma justamente a direção da cidade. Mas esta não é a primeira vez que o mesmo lugar é incendiado. Há cerca de quatro anos invasores tomaram o terreno e começaram a construir barracos. Como se viram obrigados à desocupação por força de ordem judicial colocaram fogo e, danificaram a instalação pública, que resistiu, mas, agora é diferente.

Calado diante do  quadro  de incêndio desolador e, sem ter como reagir, o Secretário Municipal de Obras  acompanha o prédio virar escombro. Soldados da Polícia Militar e uma viatura estão no local.

Bem alimentado, o fogo queima com proporção gigantesca. Quem se aproxima percebe o calor propaga na horizontal, a até oitenta metros do incêndio. Apesar das paredes em alvenaria e do teto formado por telhas de zinco, que sem dúvida derreteram, as labaredas alcançaram facilmente dez metros de altura, porém, mesmo no ápice as chamas permaneceram ocultas pela negra fumaça dos milhares de pneus.

FALTA ESTRUTURA

Em razão de o incêndio estar curso no período noturno, o calor e a escuridão atrapalham e impedem até aos mais curiosos se aproximarem.

Nos céus, o rastro que leva ao incêndio é gigantesco e, apesar da noite escura é possível perceber a enorme coluna de fumaça que pode ter alcançado mais de duzentos metros de altura.

Dada a baixa densidade demográfica das cidades da região, apenas Cáceres tem unidade do Corpo de Bombeiros. Não há notícia que os municípios da grande Cáceres (exceto a sede), ou do Vale do Jauru tenham a Defesa Civil. Por aqui inexiste o Samu e, inclusive UTI móvel. Há municípios cujas ambulância estão aos cacarecos relatam os usuários.

SÓ SÃO JORGE PARA ENFRENTAR O DRAGÃO

Por enquanto a coluna negra de fumaça não se abateu sobre a cidade de Araputanga. Apenas em um trecho das imediações da própria CASEMAT, no Bairro Cidade Alta, a fumaça tóxica disseminou, mas, em pequena quantidade.

No período da tarde choveu na cidade. O clima está úmido. Moradores do Bairro que tem muitas crianças e adolescentes reclamam principalmente do medo frente à incerteza sem saber o que fazer caso o Bairro fique “inundado” com a fumaça que está sujeita a “recair” sobre o bairro ou sobre a cidade por causa das condições climáticas. Não há vento, nem mesmo brisa neste momento.

Autoridades municipais não se pronunciaram sobre o assunto e, além da Polícia Militar e do Secretário de Obras (vereador Pedro J. Souza), nossa reportagem não encontrou mais ninguém que pudesse orientar a população se a fumaça baixar por causa da umidade noturna.