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Sentença determina 23 anos e 6 meses de prisão para Uedson Moraes

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FONTE

  O expediente 2012/58 de 16 de agosto do Fórum Desembargador João Luiz da Fonseca, em Araputanga definira que o réu UEDSON MORAES enfrentaria, a partir das 08h30min, o Tribunal do Júri Popular no dia 24 de setembro/12. E assim aconteceu.

     Desde a prática do crime, até o dia do julgamento decorreram 669 dias, isto é, 22,3 meses. Nesse período a sociedade aguardava com anseio ver o criminoso  Uedson no banco dos réus. Para assistir ao julgamento somente com senha e, em busca dela, na última segunda-feira, dia 24, antes que as portas do Fórum se abrissem amigos, familiares e demais interessados já aguardavam em fila.

O CRIME

     No dia 26 de novembro de 2010, antes do amanhecer, por volta de 05h20min o endereço da Av. Aldo Ribeiro Borges nº 256, no Bairro São Sebastião aconteceu o que uma mulher separada do marido, uma vez perseguida teme, a morte pelas mãos daquele que um dia lhe jurou amor.

     O crime se deu justamente contra a universitária Selma Regina Silva, que havia se separado do marido, no campo das hipóteses, por ele ser grosseiro, nervoso e estúpido. Segundo relatos, sem motivo que justificassem, ele agredia até animais em seu trabalho. Selma era estudante no ensino superior, aluna do 4º Semestre do Curso de Ciências Contábeis da Faculdade local.

     Depois da separação ele a seguia e a vigiava no trabalho e no estudo. Sem aceitar o rompimento do relacionamento, as fases do crime apontam seguramente para premeditação. No dia anterior ao homicídio o réu teria encaminhado para Selma, mensagem escrita dizendo que viveria no dia seguinte o dia mais triste de sua vida. Ainda estava escuro, aproveitando que a vítima estava sozinha, enquanto repousava, Uedson furtivamente entrou na casa e praticou contra ela, homicídio classificado pelo Ministério Público como triplamente qualificado.

       Descrito como pessoa de personalidade agressiva consta dos autos que o réu “Vivia agredindo a vítima verbalmente, xingando-a e ameaçando-a”. Talvez esse tenha sido o motivo da separação.As consequências do crime que levou Selma à morte continuam a ressoar como as piores possíveis: sofrimento e dor aos familiares e amigos.

A SENTENÇA

     A pena-base foi fixada inicialmente em dezesseis anos de reclusão, porém, com os agravantes somados finalizou em 23 anos e seis meses de reclusão, inicialmente em regime fechado sem direito a recorrer em liberdade em virtude das circunstâncias em que Uedson Moraes praticou o crime que causou ampla repercussão social.

    O réu já estava preso durante toda a instrução criminal. O magistrado determinou ainda a transferência de Uedson para a Comarca de Cuiabá ou outra comarca que possua penitenciária onde cumprirá sua pena em penitenciária de segurança máxima.