No dia 03 de outubro/2014 a Folha publicava reportagem “Lama Asfáltica na Avenida Castelo Branco”. Foi um momento de satisfação coletiva da população que ainda guardava esperança em ver a malha asfáltica restaurada.
Ruas e avenidas tiveram o tráfego impedido ao serem cobertas com o produto derivado do petróleo. Houve inclusive, casos de pessoas denunciadas à Polícia porque transitaram com veículo sobre a lama ainda úmida, desrespeitando a recomendação da Administração.
DECEPÇÃO
Logo, aquilo que seria restauração asfáltica transformou de esperança para frustração coletiva, quando valas e crateras, então tampados, começaram a ressurgir praticamente nos mesmos lugares onde o serviço tapa-buraco e a lama, sucessivamente as encobriu.
A Secretaria de Obras fez algumas investidas para impedir que a buraqueira “ressuscitasse” em tão breve tempo; mas a tarefa é enorme e o desafio grande demais para ser vencido.
POPULARES
Em paralelo, cansados de esperar o governo estadual, no mês de abril o grupo “Amigos do Trecho” decidiu enfrentar os buracos das MTs-175 e 248. O trabalho serviu de modelo para atuação na cidade.
ASPECTO URBANO
Na semana de 04 a 09 de maio, visando evitar acidentes, ou melhorar o trânsito e o aspecto urbano, em diferentes lugares da cidade começou a surgir cidadãos-voluntários agindo por conta própria para acabar com as crateras e valetas que vêm consumindo o asfalto em muitos lugares.
TREVO
Hoje (12), a reportagem percorria o trajeto de duzentos metros entre o ponto de ônibus e o trevo de saída da cidade, quando foi surpreendida com dezenas de buracos que estão “à vontade” tomando conta da Avenida 23 de Maio.
O trecho em questão está entre aqueles que receberam lama asfáltica e ficou interditado. Seis meses depois da lama, o local não guarda nenhuma semelhança com a expectativa da população e dos motoristas.
MODELOS MELHORES
O cidadão que viu lama asfáltica em outras gestões administrativas já entendeu que a lama pode não ter a qualidade que se exige, para suportar as intempéries e o tráfego. Outro ponto a destacar foi o período de chuvas, tempo crítico e talvez, quase nunca indicado, para a realização de tal serviço.
AREIA
No mês de fevereiro/15 foi possível perceber, no trecho onde inicia a mão dupla na Avenida 23 de Maio, uma camada de areia fina que se soltava do asfalto e, aos poucos ia se acomodando junto ao meio-fio.
Naquele mês, em dias de sol quente e de tráfego mais intenso a areia fina que se soltava da lama asfáltica colocada na rua, produzia uma espécie de poeira refinada bem no centro da cidade.
PROVA DE FOGO
Quando o serviço começou, na Avenida Castelo Branco, os mais experientes disseram à Folha de Araputanga que a prova de fogo, que atestaria a qualidade do serviço, era esperada para o período chuvoso do final do ano 2015. Mas não foi preciso esperar tanto tempo, os buracos que surgiram já denunciam que algo, não divulgado, pode ter dado errado.
As ruas onde o serviço foi feito estão catalogadas na memória do cidadão, que sempre informa à reportagem de plantão, para socializar a notícia aos araputanguenses.
TESTE DEFINITIVO
Se o período chuvoso do início de 2015 questionou a durabilidade da obra “entregue” ao cidadão. Agora a intensidade e o calor dos raios solares dos próximos meses se encarregarão do teste definitivo em relação à qualidade do produto que ‘enlameou’ a cidade.
Em tão pouco tempo, se surgirem novas fissuras em ruas e avenidas que receberam tão propalada lama asfáltica, como serviço que restauraria o pavimento das vias públicas, só restará a rotina do velho tapa-buracos; ou alguém acredita que todo o asfalto será feito novamente?