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Artigo

Vereador foi deito em Porto Esperidião por desacatar PMs

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FONTE

Policiais Militares de Porto Esperidião-MT deram voz de prisão à  J.P.S.S, por abuso de autoridade, desobediência, resistência, ameaça e, supostamente por conduzir veículo automotor sob a incidência de álcool, tráfico de influência e desacato. Os fatos ocorreram à 01h45min da madrugada do dia 24 de agosto/17. Os detalhes da prisão foram registrados através do Boletim de Ocorrência nº 2017.282210 registrado no 1º PEL PM de Porto Esperidião. 

O documento policial relata que  três PMs realizavam abordagem a um indivíduo, próximo à Rodoviária da cidade, quando surgiu um Fiat Pálio Adventure, então conduzido por J.P.S.S; um soldado PM deu ordem de parada por sinais gestuais ao condutor, porém, teria sido ignorado. 

O relato policial descreve que o veículo foi estacionado alguns metros depois do policial que deu ordem de parada e, antes de ser identificado, o condutor teria exclamado do interior do veículo, de forma soberba,  colocando  o braço para fora da janela do carro, dizendo: "o que tá acontecendo aqui”? 

Do Fiat desceram dois indivíduos (pai e filho) que, de acordo com o B.O. também não teriam obedecido à ordem do policial, para se dirigir até à traseira do veículo, colocar as mãos na cabeça e ficar de costas para a viatura.

O Boletim Policial relata que o condutor do veículo incentivou o companheiro à desobedecer as ordens do PM e, desacatou o policial, mandando que todos da guarnição calasse a boca, declarando ser vereador e, portanto, autoridade da cidade de Porto Esperidião. O abordado teria declarado que os PMs não passavam de safados e vagabundos, diz um trecho da Ocorrência. 

Ainda segundo o relato do B.O, em tom ameaçador o vereador teria pronunciado a ameaça  "Amanhã vocês vão ver, isso não vai ficar assim vamos trocar todos vocês”, insinuando que iria agir no intuito de transferir os militares, por agir no cumprimento do dever legal. 

VOZ DE PRISÃO

Diante das declarações, foi dada ordem de prisão ao suspeito J.P.S.S e, este, entrado em luta corporal com um soldado que iniciou o processo para algemar o vereador, por estar com os ânimos exaltados, resistindo a ordem da autoridade policial e, com sinais de embriaguez alcoólica (exalando odor etílico, dificuldade na fala, irônico, desordem nas vestes, exaltado e, com olhos vermelhos). 

SOCORRO!

Enquanto era conduzido à viatura, diz a ocorrência, o vereador passou a gritar: “Socorro, socorro, socorro, socorro eu sou vereador, tão me tratando como porcaria". 

Algemado, J.P.S.S foi colocado no banco traseiro da viatura; o Boletim de Ocorrência descreve que o home detido admitiu que ingeriu o conteúdo de quatro latas de cerveja. Os envolvidos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Porto Esperidião, juntamente com o veículo. 

O auto de constatação de embriaguez foi lavrado e, anexado ao B.O.  Consta que já detido, o vereador se queixava de dores no pescoço, possivelmente resultado da luta corporal quando ofereceu resistência ao policial; Por causa das dores, ele foi conduzido ao PSF de Porto Esperidião onde passou pelos cuidados do médico plantonista, que não verificou lesão corporal aparente.

OUTRO LADO

Por volta de 13h00min de hoje (25/08), por telefone, a reportagem conversou com o vereador. Ele não aceitou falar em entrevista, mas disse que gravaria a entrevista se a reportagem fosse à cidade de Porto Esperidião, alegando que pessoalmente poderia mostrar os hematomas que sofreu com a prisão. Procuramos o tenente da PM de Porto Esperidião, porém, seu telefone não atendeu à chamada.

FIANÇA

A reportagem apurou, também, que para voltar à liberdade foi fixada ao vereador, fiança no valor de cerca de três salários mínimos.