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Artigo

ARAPUTANGA - Caminhonete roubada e casal levado refém para terreno público da Casemat, durante a noite

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FONTE

É preciso pensar nos riscos ao adquirir um veículo novo, nas cidades próximas à fronteira de Mato Grosso com a Bolívia (caso das cidades do Vale do Jauru).

ESPIRAL DA VIOLÊNCIA

A atual configuração de roubos e furtos na região permite dizer que adquirir um  veículo utilitário funciona como acionar uma seta para atrair ladrões e, possuir uma caminhonete Hilux ou similar seria como contar as horas ou os dias para ladrões chegarem à residência, levar  o veículo e os familiares como reféns.

Os parágrafos acima parecem teoria da conspiração, ficção, gracejo, porém, o que ocorreu na noite de ontem, em Araputanga e, o roubo de duas Hilux em São José dos QuatroMarcos, na noite de sexta-feira (18/08),  não pode ser visto como mera coincidência.

FIAT TORO ROUBADA

Com apenas uma semana de uso, uma caminhonete Fiat Toro Freedom, cor branca, placas OBI 2627 foi roubada, pouco depois de 21h00min de domingo (20/08), no Jardim Primavera, em Araputanga.

O condutor do veículo pode ter sido seguido por um motociclista até chegar à residência. Consta que o proprietário D.C.P. 52 anos e sua esposa M.F.S.P, chegavam em casa quando foram abordados por dois criminosos transportados justamente por uma motocicleta.

Armado, um dos bandidos rendeu o casal, entrou na caminhonete e apontou a arma para as vítimas; o condutor da moto saiu e buscou o terceiro integrante do bando, que assumiu a direção do veículo e, partiu em direção ao trevo das MTs-175 e 248 (entroncamento para Indiavaí e Reserva do Cabaçal.

LUGAR “PROPÍCIO” PARA ABRIGAR REFÉNS

Enquanto a caminhonete foi levada pelo condutor-ladrão, as vítimas dominadas, permaneceramcomo reféns naquilo que um dia foi o barracão da Casemat (hoje terreno de propriedadedo Município), no perímetro urbano de Araputanga, próximo ao Recinto de Festa do Peão da cidade.

O terreno onde estão as ruínas da Casemat, já foi objeto de diversas reportagens, denunciado principalmente por abrigar água parada em pneus.

As ruínas das instalações da Casemat, que resistiram aos diversos incêndios, estão praticamente   abandonadas, fica relativamente longe da MT-248, não tem esquinas e, sequer vizinhos diretos, o terreno não é cercado; esta é a segunda vez que o local é usado como cativeiro.

O casal de reféns, permaneceu sob o poder dos bandidos, por cerca de duas horas, nas ruínas do Barracão da antiga Casemat, em terreno público de propriedade do Município de Araputanga, quando os bandidos disseram que sairiam para buscar água e voltariam em dez minutos. Nesse ínterim, as vítimas fugiram e buscaram socorro.

Criminosos e o veículo desapareceram.

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